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Mendonça inclui Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse

André Mendonça autoriza investigação contra Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse. Inquérito apura suspeitas envolvendo R$ 61 milhões do Banco Master - Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 15h41 - Modificado em 11 de setembro de 2026 às 15h41

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador e candidato à Presidência é suspeito de envolvimento em possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse.

A produção cinematográfica conta a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a investigação, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para custear o filme.

Vorcaro era dono do antigo Banco Master. A suspeita investigada pela Polícia Federal é que o valor tenha sido disponibilizado a pedido de Flávio Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro também é investigado

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também aparece como alvo da apuração. Ele é apontado pelos investigadores como possível beneficiário de parte dos recursos relacionados ao financiamento do filme.

A abertura do inquérito ocorreu após pedido da Polícia Federal. A medida também recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme os documentos que tiveram o sigilo parcialmente levantado.

No pedido, a PF solicitou a instauração de uma investigação sigilosa vinculada ao inquérito que apura o caso Master. O objetivo é verificar possíveis crimes relacionados ao financiamento de Dark Horse.

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos”, diz o documento.

A PF afirma que os possíveis crimes teriam sido praticados, em tese, por Flávio Nantes Bolsonaro. A apuração considera o financiamento da produção cinematográfica junto ao Banco Master.

Leia também: Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro são alvos de operação da PF

Sigilo do caso Dark Horse continua

A existência do inquérito que tem Flávio Bolsonaro como alvo direto veio a público após Mendonça retirar parte do sigilo da investigação. A decisão ocorreu na noite desta quinta-feira (10).

Ao todo, o ministro levantou o sigilo de 15 procedimentos derivados da Operação Compliance Zero. A operação investiga suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.

As suspeitas envolvem Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao antigo Banco Master. Apesar da divulgação da autorização para investigar Flávio, o conteúdo do inquérito continua sob sigilo.

Mendonça também manteve em segredo as demais informações relacionadas à investigação sobre o Banco Master e o filme Dark Horse. O objetivo é preservar medidas que dependem de sigilo para serem realizadas.

A retirada parcial do segredo de Justiça ocorreu após solicitação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Ele pediu a publicidade das investigações relacionadas ao caso Master.

Fachin ressalvou, porém, informações referentes a diligências cujo sigilo seja considerado necessário para a execução das medidas.

Delação cita repasses relacionados ao filme

Na quarta-feira (11), Mendonça homologou a delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Ele é apontado como responsável por realizar repasses em dinheiro vivo relacionados ao filme Dark Horse.

A investigação também ganhou novos elementos após a divulgação de áudios pelo portal The Intercept Brasil. Nas gravações, Flávio Bolsonaro aparece pedindo recursos a Daniel Vorcaro para financiar a produção cinematográfica.

A ligação entre o senador e o ex-banqueiro passou a ser analisada no contexto da investigação sobre o financiamento do filme. O caso permanece sob sigilo, apesar da publicidade dada à abertura do inquérito.

Flávio Bolsonaro não nega autenticidade dos áudios

A Agência Brasil informou que tenta contato com a defesa de Flávio Bolsonaro. Desde a divulgação das gravações, o senador não nega a autenticidade dos áudios.

Flávio afirma que não existe irregularidade em procurar recursos privados para financiar uma produção cinematográfica sobre seu pai. A investigação deverá apurar se houve crimes no processo de obtenção e movimentação dos recursos.

O inquérito autorizado por Mendonça busca esclarecer a origem e a destinação dos valores relacionados ao filme Dark Horse. A apuração também considera possíveis crimes financeiros e de corrupção.

Com informações: Agência Brasil

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