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Gaeco mira Câmara de Xambrê, prende 2 e apura crimes sexuais contra 16 vítimas

Câmara de Xambrê.
Foto: Danilo Martins/OBemdito
OBemdito
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 09h00 - Modificado em 11 de setembro de 2026 às 09h15

A Operação Gomorra, deflagrada nesta sexta-feira (11) em Xambrê, investiga a possível participação do presidente da Câmara Municipal e do secretário municipal de Cultura em possíveis crimes de natureza sexual que teriam atingido ao menos 16 vítimas. A investigação é conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Gaeco de Umuarama, em conjunto com a Polícia Civil.

De acordo com o Promotor de Justiça Guilherme Franchi, do MPPR de Umuarama, entre os crimes investigados estão exploração sexual, importunação sexual, além da produção e do armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo criança ou adolescente.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois de busca pessoal e dois mandados de prisão preventiva em Xambrê. As ordens foram expedidas pelo Juízo de Garantias de Xambrê.

Não há informações, entretanto, contra quem foram expedidos os dois mandados de prisão preventiva.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa também foi presa em flagrante por posse ilegal de munições.

Investigação surgiu de outra operação

Segundo o MPPR, a investigação da Operação Gomorra teve origem em provas encontradas durante a análise de materiais apreendidos em outra investigação, a Operação Res Privata, deflagrada em 4 de março de 2026.

Ainda conforme o órgão, o material analisado teria revelado indícios que, segundo os investigadores, apontam para a possível participação do presidente da Câmara de Xambrê e do secretário municipal de Cultura nos crimes investigados.

Até o momento, a apuração aponta para pelo menos 16 vítimas.

Durante as buscas realizadas nesta sexta-feira, as equipes apreenderam documentos, anotações e aparelhos celulares. O material será submetido à perícia e analisado no decorrer da investigação.

A Operação Gomorra é conduzida pelo Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com apoio da 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) de Umuarama.

As investigações continuam.

(Com informações MPPR e fotos de Danilo Martins/OBemdito)

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