Há 40 anos Umuarama ganhou uma icônica obra: o Centro Cultural!
Há exatamente quarenta anos atrás, em meados de 1985, o então prefeito Antonio Romero Filho anunciou a execução de uma grande obra confiante que encantaria e causaria admiração na comunidade umuaramense, especialmente entre as multidões umuaramenses – e regionais – ligadas à cultura, artes e educação.
Era o futuro Centro Cultural de Umuarama!!! Ao revelar o projeto a repercussão, como era esperada, causou o maior impacto público e até ganhou notoriedade na mídia paranaense!
Detalhando esta crônica nostálgica, vale relembrar que em sua campanha eleitoral para prefeito de Umuarama, ‘Romerão’, como era chamado pelo eleitorado, prometeu nos palanques de seus comícios, com a minha coluna em punho mostrando-a para as plateias, que realizaria essa grande obra durante seu mandato.
Ele foi eleito com uma forte cotação para exercer o mandato à frente do Poder Executivo no período de 1983 a 1988. E cumpriu a promessa!!! Entregou o belo e moderno Centro Cultural causando alegria à comunidade, prova disso é que até hoje ‘Romerão’ é lembrado como um administrador de primeira grandeza.

A construção do majestoso Centro Cultural
Em 1985, aconteceu a retumbante eleição do prefeito Antonio Romero Filho, que depois consagrou-se como um dos maiores administradores na História da Capital da Amizade.
Em sua campanha, ‘Romerão’, como era chamado pelo eleitorado, prometeu nos palanques de seus comícios, com a minha coluna em punho mostrando-a para as plateias, que realizaria essa grande obra durante seu mandato: o Centro Cultural. Ele, desde tempos atrás, lamentava que Umuarama – uma grande cidade paranaense –, não tivesse um local especial para as atividades culturais e educacionais!!!
Umuarama era polo universitário, econômico, político e cultural regional concentrando as grandes atividades culturais do noroeste paranaense. E no dia memorável, histórico para a Capital da Amizade, 30 de novembro de 1988, Romerão assinava o decreto 213 entregando oficialmente a obra pronta para iniciar as atividades!!!
E cumpriu a promessa!!! Entregou o belo e moderno Centro Cultural causando alegria à comunidade, prova disso é que até hoje ‘Romerão’ é lembrado como um administrador de primeira grandeza.

O Museu Histórico que nunca existiu…
Vale registrar em alto relevo que da planta original (mapa, projeto) do arrojado Centro Cultural consta um grande espaço onde deveria estar funcionando desde aquela data o Museu Histórico de Umuarama. Ele fica em frente à entrada para o auditório do grande teatro, mas nunca foi ocupado para a finalidade que foi construído. Ou seja, o Museu ‘nunca existiu…’.
Num gesto de profunda gratidão devo registrar que o prefeito Antonio Romero Filho e a Câmara de Vereadores na época me homenagearam. Eles concedem a maior e mais bela honraria do município, o Título de Cidadão Honorário da nossa amada Capital da Amizade.
A homenagem ocorreu porque fui o autor da ideia de edificar o Centro Cultural-Museu Histórico, obra monumental que o Poder Executivo edificou para a posteridade no Centro Cívico.

Uma valiosa biblioteca
A Biblioteca Pública Municipal Rocha Pombo foi fundada no município de Umuarama no ano de 1971, através da Lei Orgânica Municipal Nº 49. Sua finalidade é de realizar empréstimos de livros e consulta local para o público leitor do município de Umuarama.
Inicialmente a biblioteca funcionava na estrutura da Prefeitura de Umuarama, transferida posteriormente para a Praça Santos Dumont, onde foi frequentada durante quase vinte anos.
Logo após o início das atividades do Centro Cultural, a biblioteca foi transferida para lá pois o espaço era muito maior para acomodar os leitores e ficaria no local apropriado para as atividades de leitura e eventos literários. E continua lá, com altos índices de frequência por parte de estudantes das escolas e pelos apaixonados por livros da cidade.
Com um acervo de aproximadamente 22 mil itens (entre livros, revistas, gibis e outros) a Biblioteca Municipal conta atualmente com o Espaço da Criança, para o público infantil e infanto-juvenil; Acervo Geral; Espaços de Leitura e Pesquisas. Além disso, há o Espaço da Memória, com peças de museu (máquinas de escrever antigas, computadores, projetores, rádios, caixas registradoras, entre outros artigos nostálgicos). E, ainda, valiosos e interessantes painéis com fotografias dos indígenas Xetá, a tribo que habitava Umuarama no passado.

Mas ‘esqueceram’ do museu…
Após a inauguração memorável do Centro Cultural em 1988 quando ‘Romerão’ encerrou seu brilhante mandato, os prefeitos que vieram a seguir simplesmente enterraram numa gaveta qualquer o projeto operacional do museu e até hoje ele não existe oficialmente.
Ou seja, a sequência exigida de organizar e mobiliar o museu não foi cumprida, como instalação de móveis e vitrines apropriados para acomodar peças históricas, documentos, fotografias, filmes, quadros, revistas e jornais antigos… O que existe está amontoado pelos quatro cantos da biblioteca.
Um teatro que foi palco de eventos fantásticos
Merece destaque em alto relevo que o Centro Cultural possui um teatro simplesmente espetacular, onde durante esse longo tempo aconteceram espetáculos grandiosos de teatro e música. Pelo seu palco já passaram artistas e grupos de renome nacional e internacional apresentando shows e peças incríveis que marcaram época.
No espaçoso e moderno teatro também acontecem grandes eventos promovidos por escolas e entidades de Umuarama, destacando-se aqueles com fins assistenciais, arrecadando fundos para serem distribuídos entre instituições beneficentes.

Nome é uma homenagem à maravilhosa pioneira da música
O Centro Cultural Vera Schubert é o principal polo artístico da cidade, gerenciado pela Fundação Cultural. Tempos depois do início de suas atividades, ele foi batizado em homenagem a Vera Zita Nitsche Schubert, pioneira austríaca que durante longas décadas fomentou a música em Umuarama.
Vera Schubert foi uma pioneira que viveu guerras na Europa, imigrou para o Brasil e incentivou o ensino da música na Capital da Amizade. (ITALO FÁBIO CASCIOLA, Especial para OBEMDITO)





