Desarticulado grupo que movimentou R$ 2 bi com jogos no PR e em 4 outros estados
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrou nesta terça (7) e quarta-feira (8) uma megaoperação para desarticular um grupo nacional responsável pela exploração de jogos de azar. Ao todo, 55 pessoas foram presas nos estados de Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Goiás.

A ofensiva mobilizou mais de 330 policiais civis e três aeronaves para o cumprimento de 371 ordens judiciais, incluindo 85 mandados de prisão preventiva, 102 mandados de busca e apreensão e 184 ordens de bloqueio de contas bancárias, visando o sequestro de R$ 1,5 bilhão. Entre os presos estão líderes do grupo, dois vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional.

A PCPR também cumpriu o sequestro de 132 veículos, avaliados em mais de R$ 11 milhões, 111 imóveis no valor de R$ 32,9 milhões e mais de cem cabeças de gado, totalizando R$ 43,9 milhões. Além disso, 21 sites de apostas ilegais foram retirados da internet.

A investigação teve início há mais de três anos, na cidade de Grandes Rios (PR), com análise de 2,6 terabytes de dados, 520 mil operações financeiras e 57 afastamentos de sigilo bancário e 62 de sigilo fiscal. O estudo identificou que o grupo criminoso resultou da fusão de dois grandes conglomerados de jogos ilegais, um paranaense e outro goiano.

Segundo o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, “estes são os dois maiores grupos em atuação no País, que se associaram em uma engrenagem criminosa voltada para a prática de diversos tipos penais”. O grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões por meio de 522.753 operações financeiras, utilizando fintechs e contas de laranjas para ocultar a origem do dinheiro.

A organização mantinha milhares de pontos de exploração de jogos ilegais, incluindo 15 mil voltados ao jogo do bicho, e estava estruturada com liderança, núcleo financeiro, suporte tecnológico e operacional. Empresas de fachada eram usadas para dar aparência legal aos valores obtidos de forma criminosa.

Além disso, uma empresa de tecnologia desenvolvia plataformas online para controle financeiro e transmissão de jogos, utilizadas em pelo menos 14 estados. “Esse sistema era usado por dezenas de ‘bancas’ de jogo do bicho em todo o país”, detalhou o delegado.

Entre os municípios paranaenses atingidos pela operação estão Campo Mourão, Sarandi, Maringá, Cianorte, Londrina, Terra Boa, Curitiba, Goioerê, Cascavel, Cidade Gaúcha, Engenheiro Beltrão, Sabáudia, Marechal Cândido Rondon, Paraíso do Norte, Loanda, Medianeira, Faxinal, Apucarana e Alvorada do Sul.

Nos demais estados, as ações ocorreram em Praia Grande e São Paulo (SP), Anápolis, Valparaíso de Goiás e Goiânia (GO), Caçador (SC) e Castanhal (PA).
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(Com informações e imagens da Polícia Civil do Paraná)





