Amigas se encontram anualmente para celebrar o sentimento que as une desde a infância
“A amizade sincera é um santo remédio, é um abrigo seguro”. Esse é o trecho de uma canção de Renato Teixeira, chamada Amizade e lançada em 1981. E vem da década de 1970, a amizade entre sete amigas que todos os anos fazem questão de se reunirem para celebrar essa ligação que as fazem irmãs, a ponto de dividirem seus segredos, seus sonhos e suas histórias de vida.
Para elas, a amizade que as une é mais quem abrigo, é mais que remédio… é um porto seguro. Quem conta como tudo começou é a advogada Luciene das Graças Teider Araújo Costa.
“Não me lembro bem o ano, só sei que foi nos anos 90, quando iniciamos a brincadeira do “amigo secreto” entre nós. Depois paramos e retomamos em 2019. Daí em diante, todos os anos passamos um fim de semana juntos”, frisa ela, que hoje mora em Maringá.
Luciene, Solange Mariza, Ariane e Andreia, se conhecem desde quando eram crianças em Tapejara. E desde a primeira infância, nunca se desgrudaram. Quando tinham entre 10 e 11 anos, Rosi Cé, que se mudou de Santa Catarina para Tapejara, se juntou ao grupo.
O tempo passou, veio a adolescência, novas descobertas, novos sonhos e mais duas integrantes passaram a fazer parte do grupo: Marli, que já era de Tapejara, e Sílvia, que havia se mudado de São Paulo. A química entre elas era perfeita. Era como se fossem irmãs. Viam-se praticamente todos os dias, uma abria o coração para a outra, ou as outras. Não havia segredos entre elas, mas sim confiança, cumplicidade, Lealdade.
O tempo foi passando e a vida foi seguindo seu curso normal: Ensino médio, cursinho, faculdade, novas amizades, bailinhos nas garagens, brincadeiras dançantes no clube, namorados, casamento, filhos. Mas a amizade continuava firme e forte. Bastava surgir uma oportunidade para que elas se reunissem para colocar os assuntos em dia.

Quando uma se casava, fazia aniversário, lá estavam as outras dividindo aqueles momentos de alegria, de felicidade. Quando a tristeza pela perda de um familiar ou por outro problema qualquer atormentava, havia sempre o ombro amigo, o colo carinhoso das amigas para reconfortar.
Nem mesmo a pandemia da Covid-19, as distanciou. Sem poderem se encontrar por causa da recomendação de distanciamento pessoal, as vídeochamadas serviam para matar a saudade e colocar a conversa em dia.
Hoje, passados quase meio século – sim, algumas delas se conhecem desde os anos de 1970 – a amizade continua firme e forte.
Mesmo apesar da distância e vivendo em cidades diferentes – Solange, mora em Paranavaí, Rose, Ariana, Andreia e Marli em Tapejara e Silvia em Foz do Iguaçu – elas não se desligam. Há um fio invisível e indestrutível que as mantém unidas.
Este ano, as amigas se reuniram em Porto Rico, um balneário no Rio Paraná, no Noroeste do Paraná, onde puderam matar a saudade, lembrar o passado e reafirmar a união entre elas. “Nestes momentos partilhamos a vida”, enfatiza Luciene. “Rimos, choramos, rezamos, bebemos, comemos, cantamos, vivemos”, ressalta.
E o futuro? Ah, o futuro a Deus pertence, mas se depender das amigas, elas continuarão se encontrando e fortalecendo esse vínculo que se chama… amizade.
(Reportagem: Valmir Faria)





