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Condenados por duplo homicídio no “Caso do Poço” recebem 139 anos de prisão em júri no PR

Condenados por duplo homicídio no "Caso do Poço" recebem 139 anos de prisão em júri no PR
Foto: MPPR
Condenados por duplo homicídio no “Caso do Poço” recebem 139 anos de prisão em júri no PR
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 21 de março de 2026 às 08h53 - Modificado em 21 de março de 2026 às 09h13

Cinco pessoas foram condenadas por um duplo homicídio e ocultação de cadáver após julgamento no Tribunal do Júri da comarca de Iretama, na região de Campo Mourão. As penas somadas chegam a 139 anos de prisão. O crime ficou conhecido como “Caso do Poço” ocorrido em Roncador, cidade vizinha, e é semelhante ao crime ocorrido em 1948 na cidade de São Paulo, que ficou nacionalmente conhecido.

O julgamento começou na manhã de quarta-feira (18) e terminou por volta das 22h de quinta-feira, após debates entre acusação e defesa. Segundo o tribunal, foi o júri mais longo da história recente da comarca.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná, as vítimas — Ana Paula de Andrade Silva, de 31 anos, e Sidnei Machado Aniceto, de 33 — foram mortas em 17 de janeiro de 2024 com disparos de arma de fogo e golpes de faca.

Após os assassinatos, os autores colocaram os corpos em um poço artesiano. As vítimas foram encontradas dias depois, já em avançado estado de decomposição.

Penas aplicadas

As condenações variam conforme a participação de cada réu:

  • Um condenado: 35 anos de prisão
  • Dois condenados: 29 anos, 5 meses e 15 dias
  • Um condenado: 25 anos, 5 meses e 15 dias
  • Uma condenada: 20 anos, 11 meses e 20 dias

Todos os réus já estavam presos preventivamente e seguem custodiados para início do cumprimento das penas em regime fechado.

Motivações apontadas

Durante o julgamento, o Ministério Público apontou que o crime teve como motivação vingança contra uma das vítimas. A acusação também sustentou que houve uso de violência extrema, estratégia para atrair ou surpreender as vítimas e a morte de uma segunda pessoa para evitar denúncia.

Segundo a investigação, Sidnei Machado Aniceto teria se envolvido em uma agressão dias antes do crime, o que motivou a ação. Já Ana Paula de Andrade Silva foi morta para impedir que revelasse a autoria do primeiro homicídio.

O caso mobilizou o Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri, que prestou apoio ao promotor responsável durante o julgamento.

O crime teve grande repercussão na região central do Paraná, especialmente em Roncador e Iretama.

(Com informações MPPR)

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