Alex Nascimento Publisher do OBemdito

UEM realiza minicurso no Technopark para capacitar professores em realidade virtual

Foto: Prefeitura de Umuarama
UEM realiza minicurso no Technopark para capacitar professores em realidade virtual
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 4 de março de 2026 às 17h41 - Modificado em 4 de março de 2026 às 17h42

A Universidade Estadual de Maringá realizou um minicurso de capacitação para professores sobre o uso da Realidade Virtual como ferramenta pedagógica no ensino superior. A formação ocorreu no espaço de coworking do Technopark Umuarama e reuniu docentes do campus de Umuarama.

Participaram professores dos cursos de Ciência da Computação e das engenharias Civil, Ambiental e de Alimentos. A proposta foi apresentar a Realidade Virtual como metodologia ativa de ensino, com foco em aplicações práticas e imersivas.

O professor Frank Kiyoshi Hasse, da Engenharia Civil da UEM, organizou o curso. O professor Arthur Lucena, do Departamento de Tecnologia da universidade, ministrou a capacitação. Doutor em Engenharia Civil, ele desenvolve pesquisas em inovação tecnológica, gamificação e realidade virtual aplicadas à educação e à engenharia.

Durante o minicurso, os participantes utilizaram óculos de realidade virtual disponibilizados pelo Technopark. A experiência incluiu vídeos em 360 graus, simulações interativas e exploração de ambientes virtuais com deslocamento físico no espaço digital.

A formação abordou possibilidades como visitas técnicas virtuais, análise de relevo em 3D, simulações de riscos e visualização de projetos arquitetônicos e industriais em escala real. A metodologia destacou três etapas para aulas imersivas: preparo teórico, vivência em realidade virtual e debate reflexivo posterior.

“A Realidade Virtual tem potencial para transformar o ensino das engenharias ao permitir que estudantes ‘entrem’ virtualmente em obras, laboratórios ou indústrias, compreendendo escalas, fluxos e interferências sem os custos e riscos associados aos ambientes reais”, explicou Arthur Lucena.

Na Engenharia Civil, a tecnologia amplia a compreensão de projetos arquitetônicos. Na Engenharia Ambiental, permite analisar relevo e impactos territoriais. Na área de Alimentos, facilita a visualização de layouts industriais com restrições sanitárias. Em Ciência da Computação, abre espaço para o desenvolvimento de novas aplicações voltadas à pesquisa e inovação.

O prefeito Fernando Scanavaca afirmou que a iniciativa fortalece o desenvolvimento tecnológico do município. “Investir em inovação e aproximar a universidade de ambientes como o Technopark é fundamental para preparar profissionais aos desafios do futuro”, disse. “Umuarama está comprometida em apoiar iniciativas que tragam tecnologia, conhecimento e novas oportunidades para nossa cidade”, destacou.

O secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Júnior Ceranto, ressaltou o papel do parque tecnológico. “O parque tecnológico foi criado para ser um hub de inovação aberto à comunidade acadêmica e às instituições de ensino. Quando a tecnologia entra na sala de aula, ampliamos a capacidade de formação dos estudantes e estimulamos novas pesquisas e soluções”, afirmou. “É assim que formamos talentos para uma economia cada vez mais tecnológica”, concluiu.

O Technopark mantém termos de cooperação com instituições de ensino superior para apoiar atividades acadêmicas, pesquisas e projetos de inovação. A parceria integra o ecossistema local de tecnologia e contribui para o desenvolvimento econômico e social de Umuarama.

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