Nova espécie de percevejo é identificada no Rebio da Perobas, em Tuneiras do Oeste
Uma nova espécie de percevejo semiaquático foi identificada por pesquisadores da Fiocruz na Reserva Biológica das Perobas, em Tuneiras do Oeste (a 50 quilômetros de Umuarama).
A descoberta foi divulgada nesta terça-feira (3), data em que se celebra o Dia Mundial da Vida Selvagem.
Batizada de Hydrometra perobas, a espécie homenageia o local onde foi encontrada, reconhecendo o papel da unidade de conservação.
A Rebio das Perobas abriga o maior remanescente de Mata Atlântica das regiões norte e noroeste do Estado.
A reserva inclui áreas de floresta estacional semidecidual, tipo de vegetação rara e altamente ameaçada, que atualmente representa menos de 10% da cobertura original na região.
A identificação do novo inseto é resultado de expedições científicas realizadas em 2025, que envolveram estudos com aves, mamíferos e insetos.
Segundo os pesquisadores, o levantamento reforça a relevância das áreas protegidas como espaços onde novas espécies continuam sendo registradas.
Na região Sul do Brasil, o número de percevejos semiaquáticos conhecidos passou de 60 para 75 nos últimos anos.

Além do Hydrometra perobas, a reserva já foi palco da identificação de outras duas espécies recentemente, evidenciando a relação direta entre conservação ambiental e produção de conhecimento científico.
Fiocruz
Além de seu histórico na área da saúde pública, a Fiocruz também desenvolve pesquisas voltadas à biodiversidade, vigilância ambiental e impactos ecológicos relacionados à saúde humana.
A atuação em campo, como no caso da identificação do Hydrometra perobas, integra estudos sobre ecossistemas e espécies que podem contribuir para o entendimento das dinâmicas ambientais e seus reflexos na sociedade.
ICMBio
A pesquisa contou com apoio institucional e autorização do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federais, entre elas a Reserva Biológica das Perobas.
Cabe ao instituto garantir a proteção integral dessas áreas, viabilizando também o desenvolvimento de pesquisas científicas controladas.
O ICMBio destaca que levantamentos como esse reforçam a importância das reservas biológicas como espaços de conservação e produção de conhecimento.

Por serem áreas de proteção integral, as Rebios têm acesso restrito e são destinadas prioritariamente à preservação da natureza e à realização de estudos científicos, o que amplia as chances de registro de espécies ainda desconhecidas.
Segundo o órgão, a parceria entre instituições de pesquisa e unidades de conservação é fundamental para ampliar o inventário da fauna e flora brasileiras, especialmente em biomas historicamente pressionados, como a Mata Atlântica.
(Com informações e imagens do ICMBio)





