Foto de Rudson de Souza Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Xambrê exonera secretário de Cultura após prisão em operação do Gaeco

Foto de Rudson de Souza
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 12h42 - Modificado em 11 de setembro de 2026 às 12h48

O prefeito de Xambrê, Décio Jardim, exonerou nesta sexta-feira (11) Pedro Henrique da Silva Mota do cargo de secretário municipal de Cultura. A medida foi oficializada pela Portaria nº 096/2026, com efeito a partir da mesma data.

A exoneração ocorre no mesmo dia em que Pedro Henrique foi preso preventivamente durante a Operação Gomorra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em conjunto com a Polícia Civil.

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A operação investiga possíveis crimes de exploração sexual, importunação sexual e produção e armazenamento de conteúdo envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes em Xambrê.

Portaria publicada nesta sexta-feira (11) oficializa a saída de Pedro Henrique da Silva Mota do cargo de secretário municipal de Cultura (Foto Prefeitura de Xambrê)

Portaria oficializa saída

O documento assinado pelo prefeito determina a exoneração de Pedro Henrique do cargo de secretário municipal de Cultura e revoga as disposições anteriores relacionadas à função.

A portaria foi publicada pela Prefeitura de Xambrê nesta sexta-feira (11), mesma data do cumprimento do mandado de prisão contra o então secretário.

Pedro Henrique foi um dos dois alvos de prisão preventiva da Operação Gomorra. O outro é Edinalvo Lima Venturi, presidente interino da Câmara Municipal de Xambrê.

O vereador Edinalvo Lima Venturi e o ex-secretário municipal de Cultura Pedro Henrique da Silva Mota são alvos da Operação Gomorra, deflagrada em Xambrê (Foto Câmara e Prefeitura de Xambrê)

Investigação aponta 16 potenciais vítimas

Durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira, na sede do MPPR, em Umuarama, o delegado do Gaeco Matheus Prado Amui Rodrigues detalhou a investigação.

Segundo ele, foram identificadas até o momento 16 potenciais vítimas, todas do sexo masculino, com idades entre 13 e 17 anos.

A investigação aponta que os dois homens atuavam de forma individualizada, mas mantinham troca de informações e compartilhavam entre si materiais relacionados aos adolescentes.

De acordo com Matheus, um dos investigados teria utilizado atividades exercidas junto ao município e também em ambiente religioso para se aproximar de adolescentes. Posteriormente, os contatos avançavam para as redes sociais.

O promotor Guilherme Franchi, os delegados Matheus Prado Amui Rodrigues e Thiago Araium Pinheiro durante coletiva na sede do MPPR, em Umuarama (Foto Rudson de Souza/OBemdito)

Ex-secretário teria usado posição para aproximação

Segundo o delegado, os adolescentes eram convencidos a produzir e enviar conteúdos íntimos mediante ofertas de dinheiro ou outras vantagens.

O material, conforme explicado durante a coletiva, era armazenado pelos investigados para uso pessoal e também compartilhado entre eles.

As conversas analisadas pela polícia indicam que as condutas investigadas tiveram início em 2021 e prosseguiram, pelo menos, até o fim de 2025.

A investigação teve origem na análise de material apreendido durante a Operação Res Privata, deflagrada pelo Gaeco em março deste ano.

Defesa

O OBemdito tenta contato com a defesa de Pedro Henrique da Silva Mota e Edinalvo Lima Venturi. O espaço permanece aberto para manifestação dos advogados.

(Com informações do Gaeco/MPPR)

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