Xambrê exonera secretário de Cultura após prisão em operação do Gaeco
O prefeito de Xambrê, Décio Jardim, exonerou nesta sexta-feira (11) Pedro Henrique da Silva Mota do cargo de secretário municipal de Cultura. A medida foi oficializada pela Portaria nº 096/2026, com efeito a partir da mesma data.
A exoneração ocorre no mesmo dia em que Pedro Henrique foi preso preventivamente durante a Operação Gomorra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em conjunto com a Polícia Civil.
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A operação investiga possíveis crimes de exploração sexual, importunação sexual e produção e armazenamento de conteúdo envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes em Xambrê.

Portaria oficializa saída
O documento assinado pelo prefeito determina a exoneração de Pedro Henrique do cargo de secretário municipal de Cultura e revoga as disposições anteriores relacionadas à função.
A portaria foi publicada pela Prefeitura de Xambrê nesta sexta-feira (11), mesma data do cumprimento do mandado de prisão contra o então secretário.
Pedro Henrique foi um dos dois alvos de prisão preventiva da Operação Gomorra. O outro é Edinalvo Lima Venturi, presidente interino da Câmara Municipal de Xambrê.

Investigação aponta 16 potenciais vítimas
Durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira, na sede do MPPR, em Umuarama, o delegado do Gaeco Matheus Prado Amui Rodrigues detalhou a investigação.
Segundo ele, foram identificadas até o momento 16 potenciais vítimas, todas do sexo masculino, com idades entre 13 e 17 anos.
A investigação aponta que os dois homens atuavam de forma individualizada, mas mantinham troca de informações e compartilhavam entre si materiais relacionados aos adolescentes.
De acordo com Matheus, um dos investigados teria utilizado atividades exercidas junto ao município e também em ambiente religioso para se aproximar de adolescentes. Posteriormente, os contatos avançavam para as redes sociais.

Ex-secretário teria usado posição para aproximação
Segundo o delegado, os adolescentes eram convencidos a produzir e enviar conteúdos íntimos mediante ofertas de dinheiro ou outras vantagens.
O material, conforme explicado durante a coletiva, era armazenado pelos investigados para uso pessoal e também compartilhado entre eles.
As conversas analisadas pela polícia indicam que as condutas investigadas tiveram início em 2021 e prosseguiram, pelo menos, até o fim de 2025.
A investigação teve origem na análise de material apreendido durante a Operação Res Privata, deflagrada pelo Gaeco em março deste ano.
Defesa
O OBemdito tenta contato com a defesa de Pedro Henrique da Silva Mota e Edinalvo Lima Venturi. O espaço permanece aberto para manifestação dos advogados.
(Com informações do Gaeco/MPPR)
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