Homem passou mais de 1 hora sequestrado antes de resgate do “tribunal do crime” em Douradina
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou nesta quinta-feira (10) novos detalhes sobre o sequestro em Douradina interrompido pela Polícia Militar na noite de quarta-feira (9). Segundo a investigação, o homem de 68 anos resgatado pela PM teria sido sequestrado para ser submetido a uma espécie de “tribunal do crime” e corria risco de ser executado.
De acordo com a PCPR, integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam determinado a morte da vítima após supostas acusações de crimes contra a dignidade sexual. O homem negou as acusações.
As investigações apontam que os envolvidos foram até a residência da vítima, localizada em uma propriedade rural na Comarca de Umuarama, e a convenceram a acompanhá-los.
Durante o trajeto, entretanto, o homem teria permanecido sob o domínio do grupo por pouco mais de uma hora.
A ação foi interrompida quando a Polícia Militar abordou o GM/Astra utilizado pelos suspeitos na Avenida Brasil, em Douradina. O homem de 68 anos foi encontrado dentro do automóvel e libertado.
Arma, balaclava e abraçadeiras estavam no carro
Quatro homens estavam no veículo no momento da abordagem. Com eles, os policiais encontraram uma pistola Browning calibre 9 milímetros, carregada com 12 munições intactas.
Também foram apreendidos uma balaclava, luvas, fitas adesivas, abraçadeiras plásticas e aparelhos celulares.
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos durante a investigação indicam que o homem seria submetido ao chamado “tribunal do crime”, prática na qual integrantes de organizações criminosas promovem julgamentos clandestinos e aplicam punições sem qualquer respaldo legal.
No caso investigado em Douradina, a PCPR aponta que havia risco de a vítima ser executada.
Quatro suspeitos são indiciados
Os quatro investigados foram indiciados, em tese, por sequestro e cárcere privado, associação criminosa com agravante pelo emprego de arma de fogo e posse ou porte ilegal de arma, acessório ou munição de uso restrito.
Eles permanecem à disposição da Justiça. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e posteriormente será analisado pelo Ministério Público.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias da ação criminosa.
Na ocorrência divulgada inicialmente pela Polícia Militar, havia ainda a informação de que o filho da vítima, de 38 anos, também seria alvo do grupo. A nova nota da PCPR concentra as informações no sequestro do homem de 68 anos e não detalha eventual participação do filho no caso.
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