Alex Nascimento Publisher do OBemdito

PM alerta para golpes digitais e novas formas de fraude em Umuarama

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Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 16h29 - Modificado em 10 de setembro de 2026 às 16h29

O 25º Batalhão de Polícia Militar realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (10). A corporação apresentou informações sobre golpes digitais e novas formas de estelionato.

A Seção de Comunicação Social do batalhão também detalhou medidas de prevenção. O objetivo foi alertar a população sobre técnicas usadas por criminosos para enganar vítimas.

Segundo o tenente Endryo Lael, oficial de Comunicação Social, os estelionatários utilizam diferentes estratégias. Muitos criminosos atuam à distância, o que dificulta a prevenção e a identificação imediata.

“Os criminosos têm usado diversas técnicas para ludibriar as vítimas. São crimes de difícil prevenção, visto que a maioria está fisicamente bem longe das vítimas”, afirmou.

Durante a entrevista, o policial destacou golpes já conhecidos e outros que ganharam novas características. Entre eles está o chamado golpe do falso advogado, que utiliza informações disponíveis na internet.

25º Batalhão da PM alerta para golpes digitais em Umuarama, incluindo falso advogado, falso familiar, spoofing, deepfake e fraudes bancárias – Foto: reprodução

Golpe do falso advogado

Nesse tipo de fraude, o criminoso pesquisa dados públicos relacionados a processos judiciais. Depois, ele se apresenta como advogado ou até mesmo como juiz para abordar a vítima.

O golpista afirma que existe um valor disponível para receber. Em seguida, exige um pagamento para liberar o dinheiro ou concluir o suposto procedimento.

O tenente Endryo Lael reforçou que a população deve desconfiar desse tipo de abordagem. O Judiciário não exige pagamento para que uma pessoa receba um valor que tenha direito.

A urgência também aparece como uma estratégia frequente. O criminoso tenta pressionar a vítima e afirma que o pagamento precisa ocorrer rapidamente.

Falso familiar também preocupa

Outro golpe citado pelo 25º Batalhão envolve a criação de perfis falsos com nome e foto de familiares. O criminoso utiliza esses dados para iniciar uma conversa pelo WhatsApp.

Durante o contato, ele se apresenta como parente da vítima e afirma precisar de ajuda. A abordagem pode incluir pedidos de dinheiro ou outras formas de auxílio.

A recomendação da Polícia Militar é não confiar imediatamente na mensagem recebida. A pessoa deve procurar o número que já possui do familiar e confirmar a situação.

A ligação deve ser feita pelo contato conhecido, e não pelo número utilizado pelo suposto parente. Essa medida ajuda a verificar se o pedido realmente partiu daquela pessoa.

Os criminosos também utilizam links durante as abordagens. Segundo a Polícia Militar, esses endereços podem ser usados para obter informações pessoais das vítimas.

Dados bancários estão entre as informações que podem ser alvo dos criminosos. Por isso, a orientação é desconfiar de links recebidos por mensagens.

A corporação recomenda que a pessoa procure confirmar a informação antes de acessar qualquer endereço. Também é importante verificar a origem da mensagem e evitar fornecer dados pessoais.

Spoofing usa número verdadeiro para enganar vítimas

Entre as novas formas de fraude está o chamado spoofing, técnica que mascara informações de identificação em mensagens ou ligações. A estratégia pode dificultar a percepção do golpe.

De acordo com o tenente Endryo Lael, criminosos também utilizam inteligência artificial para se passar por pessoas conhecidas. Eles podem simular contatos de escritórios de advocacia ou familiares.

Em alguns casos, a ligação recebida apresenta o número real da pessoa ou instituição. Isso pode fazer com que a vítima confie na abordagem e prossiga com o contato.

A orientação é desligar imediatamente quando houver desconfiança sobre o conteúdo da conversa. Depois, a pessoa deve ligar para o número que já possui salvo.

“Caso você desconfie do teor da informação, desligue imediatamente e ligue para o número que você tem salvo”, orientou o tenente.

A recomendação vale para contatos de familiares, escritórios de advocacia e outras pessoas ou instituições. A confirmação deve ocorrer por um canal já conhecido pela vítima.

PM orienta vítimas a preservar provas

Quem sofreu uma tentativa de golpe ou chegou a ser vítima deve registrar a ocorrência. A orientação é procurar a Polícia Militar ou a Polícia Civil para fazer o boletim.

Também é importante reunir o máximo possível de provas relacionadas à fraude. Prints de conversas, áudios e outras informações podem ajudar na investigação.

A preservação desse material contribui para o trabalho policial. Por isso, a vítima deve evitar apagar mensagens ou outros registros relacionados ao contato criminoso.

Golpes com falsas campanhas

Com a proximidade do fim do ano, a Polícia Militar também alerta para campanhas falsas de arrecadação. Criminosos podem utilizar nomes de instituições conhecidas para pedir dinheiro.

As fraudes podem envolver falsas vaquinhas ou campanhas de arrecadação. Os golpistas também recorrem a ferramentas de inteligência artificial para tornar as abordagens mais convincentes.

Entre essas ferramentas estão os chamados deepfakes. A tecnologia pode ser usada em chamadas falsas para simular pessoas conhecidas da vítima.

A orientação permanece a mesma diante de qualquer situação suspeita. A pessoa deve encerrar a chamada e procurar o contato oficial ou conhecido para confirmar a informação.

Vítima deve procurar o banco imediatamente

Quem realizou uma transferência bancária após cair em um golpe deve procurar a instituição financeira imediatamente. A rapidez pode ajudar nas tentativas de bloqueio ou recuperação do dinheiro.

A vítima deve informar ao banco o que aconteceu e solicitar as medidas cabíveis. Também precisa registrar um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil ou à Polícia Militar.

O registro formal da fraude pode auxiliar nas providências posteriores. A Polícia Militar reforça que reunir provas também é importante para tentar recuperar o valor perdido.

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