Gaeco de Maringá cumpre 14 mandados em operação contra “piratas do asfalto”
O Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta segunda-feira (18) a Operação Ponto Final. A ação cumpre 14 ordens judiciais contra uma organização criminosa armada.
O grupo é suspeito de atuar em assaltos a ônibus de turismo nas rodovias paranaenses. As investigações apontam práticas violentas e atuação estruturada, o que levou o grupo a ser conhecido como “piratas do asfalto”.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, quatro de busca pessoal e três ordens de apreensão de veículos usados na logística dos crimes. Também foram executadas duas prisões temporárias.
As medidas foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Jandaia do Sul, no Norte Central do Paraná. A operação contou com apoio da Polícia Militar, por meio da Tropa de Choque, do Batalhão de Polícia Rodoviária e da Diretoria de Inteligência.
As investigações tiveram participação da Delegacia da Polícia Civil de Jandaia do Sul. O trabalho começou após um roubo ocorrido em 8 de março de 2026, na PR-444, em Arapongas.
Na ocasião, cerca de 40 passageiros de um ônibus de turismo foram vítimas de uma falsa abordagem policial. O grupo retornava de viagem de compras em Foz do Iguaçu e na Argentina.
Segundo a apuração, ao menos três criminosos armados invadiram o veículo e mantiveram as vítimas sob restrição de liberdade por cerca de três horas. O motorista foi obrigado a seguir até uma área rural em Bom Sucesso.
No local, os criminosos roubaram bagagens e pertences pessoais de forma indiscriminada. Antes da fuga, o grupo espalhou o conteúdo de um extintor de incêndio no ônibus para dificultar a coleta de vestígios.
As investigações revelaram uma estrutura organizada com uso de comboio de veículos. O esquema incluía carros de escolta, batedores e vigilância das rotas dos ônibus.
De acordo com o Gaeco, os criminosos realizavam perseguições por longos trechos. Eles mapeavam rotas e escolhiam pontos estratégicos para os ataques nas rodovias.
Os presos na operação atuavam na logística da organização criminosa. Eles forneciam imóveis para esconder veículos, além de apoio operacional e materiais usados nos crimes.
O grupo também é suspeito de disponibilizar veículos blindados, armas e suporte para fuga e resgate de integrantes após os assaltos. Parte dos automóveis usados na estrutura foi apreendida.
O nome da operação, Ponto Final, faz referência ao objetivo de encerrar as atividades da organização criminosa. A ação busca interromper os assaltos e reforçar a segurança no transporte rodoviário de turismo no Paraná.
Com informações MPPR





