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Gaeco mira em fábrica clandestina de anabolizantes que atuava no Noroeste do PR

Gaeco mira em fábrica clandestina de anabolizantes que atuava no Noroeste do Paraná
Foto: MPPR
Gaeco mira em fábrica clandestina de anabolizantes que atuava no Noroeste do PR
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 15 de abril de 2026 às 09h43 - Modificado em 15 de abril de 2026 às 13h54

Uma fábrica clandestina de anabolizantes virou alvo da Operação Alquimia, deflagrada na manhã desta quarta-feira (15) pelo Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. A ação busca desarticular uma organização criminosa suspeita de fabricar, adulterar e comercializar ilegalmente os produtos, além de praticar lavagem de dinheiro.

As ordens judiciais, expedidas pela 4ª Vara Criminal de Maringá, incluem 16 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais, nove mandados de busca pessoal e a prisão temporária de dois investigados apontados como líderes do esquema. A Justiça também determinou o sequestro de veículos de luxo e o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 12 milhões.

Até o momento, duas pessoas foram presas em flagrante e outras cinco foram conduzidas à delegacia. Durante as diligências, equipes apreenderam quantidades significativas de anabolizantes e uma estufa de maconha.

As investigações começaram em abril de 2025 e apontaram que o grupo atuava há cerca de cinco anos, com lucro anual estimado em R$ 2,5 milhões. Segundo o apurado, a organização criou uma marca fraudulenta para enganar consumidores e inflacionar preços, utilizando designers e gráficas para produzir rótulos, bulas e embalagens que simulavam origem europeia e aparência de produtos legítimos.

A produção ocorria em laboratórios improvisados e ambientes domésticos, sem condições de higiene ou controle sanitário. Em um dos locais, os anabolizantes eram preparados em banho-maria, sobre fogão doméstico, com uso de óleos culinários e de massagem na manipulação de substâncias injetáveis.

A rede de distribuição alcançava cidades como Maringá, Londrina, Arapongas, Cambé e Santo Antônio da Platina. De acordo com as investigações, os produtos eram destinados principalmente a usuários de academias e centros de artes marciais, além de chegar ao varejo farmacêutico e a clínicas de estética, onde eram aplicados sob a aparência de tratamentos de alta performance.

(Com informações MPPR)

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