Trajetória na Defensoria Pública de Umuarama marca posse de novo juiz federal
A trajetória profissional do juiz federal Sérgio Caetano Conte Filho, de 36 anos, recém-nomeado para a Justiça Federal da 5ª Região, é marcada pela passagem por diferentes funções técnicas e jurídicas até chegar à magistratura. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), ele tomou posse no cargo na última quarta-feira (28), em cerimônia realizada no plenário do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).
Antes da nomeação, Conte Filho construiu carreira na Justiça Federal e, mais recentemente, atuou como defensor público federal em Umuarama (PR), atividade que consolidou sua ligação com a cidade. A experiência na Defensoria Pública da União é apontada pelo magistrado como um dos períodos mais formadores de sua trajetória profissional.
“Na Defensoria Pública, aprendi que Justiça não é apenas produção. Eu vinha de uma condição de analista e técnico, mas ali há histórias, pessoas concretas. Saio de uma posição de requerer para decidir”, afirmou. Segundo ele, o novo desafio impõe responsabilidade redobrada. “Espero que minhas escolhas reflitam a essência da Justiça. É um novo desafio, vou sair da minha zona de conforto.”

Conte Filho integra o grupo de 14 juízes federais substitutos empossados pelo TRF5, aprovados no XV Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto da 5ª Região. A solenidade foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador federal Roberto Machado, e contou com a presença de magistrados, autoridades e familiares dos empossados.
Após a posse, os novos juízes participarão do Curso Oficial de Formação Inicial, com carga horária de 564 horas, entre 29 de janeiro e 26 de maio. A formação inclui aulas teóricas e práticas, além de visitas institucionais, abordando temas como gestão processual, erro judiciário, prevenção do delito e segurança social. A lotação dos magistrados será definida após a conclusão do curso.
A chegada de Conte Filho à magistratura federal também é vista como parte de um movimento gradual de ampliação da diversidade institucional no Judiciário. Sem protagonismo ou discurso militante, sua nomeação reflete avanços no princípio da igualdade de oportunidades, em um Poder historicamente marcado por perfis homogêneos.
Para o novo juiz, a expectativa é de aplicar a experiência acumulada ao longo da carreira com equilíbrio e atenção às consequências concretas das decisões. “A Justiça precisa ser técnica, mas também humana”, resume, o juiz federal que fez questão de terminar sua entrevista enaltecendo a sua ligação com a Capital da Amizade.






