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Advogado pede liberdade para os Buscariollo e nega relação de Carlos Eduardo com crimes

Advogado pede liberdade para os Buscariollo e nega relação de Carlos Eduardo com crimes
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 20 de maio de 2026 às 18h08 - Modificado em 20 de maio de 2026 às 20h20

A defesa de Carlos Eduardo Buscariollo afirmou que a prisão do investigado não está relacionada ao caso do desaparecimento e morte de quatro homens em Icaraíma, no noroeste do Paraná.

A declaração foi feita pelo advogado Renan Farah após a repercussão da captura ocorrida em Nova Odessa, no interior paulista.

Segundo o defensor, em entrevista a OBemdito, Carlos Eduardo está preso desde o início de abril por uma investigação diferente da conduzida pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).

Carro utilizado pelas vítimas desaparecidas em Icaraíma foi encontrado enterrado durante as buscas realizadas pelas forças de segurança

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De acordo com Farah, o cliente é alvo de apuração envolvendo suspeitas de tráfico de drogas, tráfico de armas e organização criminosa em São Paulo.

“O Carlos Eduardo Buscariollo foi preso por um motivo absolutamente diferente. É um crime em que ele está sendo acusado de tráfico de armas, tráfico de drogas e organização criminosa. Então, não tem nada a ver com o caso de Icaraíma”, afirmou o advogado.

Farah também declarou que a defesa tenta reverter a prisão preventiva do investigado. Conforme explicou, inicialmente foi apresentado um pedido de revogação da prisão temporária, posteriormente convertida em preventiva, mas a solicitação acabou negada pela Justiça.

Após a decisão, os advogados ingressaram com habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo o defensor, o pedido liminar foi rejeitado, mas o mérito ainda aguarda julgamento.

“O habeas corpus ainda não foi julgado definitivamente. Estamos aguardando a análise do Tribunal de Justiça para verificar a possibilidade de ele responder em liberdade”, afirmou.

Durante a manifestação, o advogado também questionou os elementos reunidos contra o cliente e disse considerar frágeis os indícios apresentados até o momento.

“Os indícios que existem contra o meu cliente são muito pequenos. Não considero que haja prova consistente”, declarou.

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Robishley Hirnani de Oliveira, de 53 anos, Diego Henrique Affonso, de 39 anos, Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos e Alencar Gonçalves de Souza Giron, de 36 anos, foram vistos com vida, em Icaraíma, no dia 05 de agosto de 2025

Chacina em Icaraíma

Carlos Eduardo Buscariollo também é investigado pela Polícia Civil do Paraná no inquérito que apura o desaparecimento e a morte de quatro homens em Icaraíma.

A PCPR confirmou que a prisão realizada em São Paulo ocorreu em outra investigação e não teve participação direta da corporação paranaense.

O caso de Icaraíma ganhou repercussão após quatro homens desaparecerem e serem encontrados mortos em uma área rural do município.

Antônio Buscariollo, conhecido como “Tonhão”, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo seguem foragidos. Eles são apontados como principais autores do crime.

Há ainda outro filho, Carlos Henrique Buscariollo, o “Mamute”, que também é investigado no inquérito das mortes.

Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo são apontados como principais suspeitos do crime e seguem foragidos (Foto Divulgação/rede social)

Revogação das prisões

O advogado Renan Farah também comentou a situação de Antônio Buscariollo e de Paulo Ricardo. Segundo ele, a defesa apresentou pedido de revogação das prisões temporárias decretadas contra pai e filho no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

O advogado argumenta que a medida não faria sentido diante do fato de os investigados estarem desaparecidos. “A prisão temporária serve para auxiliar nas investigações, mas eles estão desaparecidos. Então, qual seria a interferência deles no inquérito neste momento?”, afirmou.

Farah disse ainda que o pedido foi negado em primeira instância e que a defesa aguarda a análise de um habeas corpus protocolado no Tribunal de Justiça do Paraná. “Entramos com o habeas corpus e agora aguardamos o julgamento pelo Tribunal”, declarou o advogado.

Imagens apresentadas pela defesa mostram Carlos Eduardo Buscariollo chegando ao condomínio no dia 03 de agosto de 2025, próximo ao dia do desaparecimento dos quatro homens em Icaraíma

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