Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Divergência de informações marca caso de investigado ligado a Daniel Vorcaro

Foto: reprodução/ Polícia Federal
Divergência de informações marca caso de investigado ligado a Daniel Vorcaro
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 9 de março de 2026 às 11h26 - Modificado em 9 de março de 2026 às 11h26

A morte do investigado Luiz Phillipi Machado Mourão, conhecido como “Sicário”, foi cercada por informações contraditórias nos últimos dias. A defesa confirmou na noite de sexta-feira (6) que ele teve morte cerebral após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, em Belo Horizonte.

Apesar da confirmação mais recente, a sequência de notas divulgadas desde a prisão do investigado gerou dúvidas sobre o que realmente ocorreu nos primeiros momentos após o episódio.

Mourão foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero. Ele era apontado como coordenador das ações de intimidação de um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, conhecido como “A Turma”.

No mesmo dia da prisão, a Polícia Federal de Minas Gerais divulgou uma nota informando que o investigado havia morrido após uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência Regional da corporação. Pouco tempo depois, a própria instituição voltou atrás e afirmou que a morte ainda não estava confirmada.

No dia seguinte, quinta-feira (5), a defesa do investigado declarou que Mourão estava vivo, embora em estado grave. Os advogados também afirmaram que, naquele momento, ele não estava em protocolo de morte cerebral, diferentemente do que havia sido indicado inicialmente.

A confirmação da morte cerebral veio apenas na noite de sexta-feira (6), após a abertura do protocolo médico para avaliar o quadro clínico do investigado.

Em nota divulgada anteriormente, a Polícia Federal afirmou que Mourão “tentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição”. A corporação informou ainda que os policiais prestaram socorro imediato, iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

A Polícia Federal abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido e esclarecer os detalhes do caso.

Até a confirmação da morte cerebral, a sucessão de versões divergentes entre as informações oficiais e a defesa alimentou questionamentos sobre o estado real de saúde do investigado nas primeiras horas após o episódio.

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