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Gaeco cumpre mandados contra ex-secretário e policial de Xambrê durante operação que apura fraudes

Gaeco apura fraudes e peculato em Xambrê e cumpre mandados contra ex-secretário e policial
Foto: MPPR
Gaeco cumpre mandados contra ex-secretário e policial de Xambrê durante operação que apura fraudes
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 4 de março de 2026 às 09h23 - Modificado em 4 de março de 2026 às 12h46

O Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Res Privata para apurar possíveis crimes de fraude à licitação, peculato e organização criminosa no município de Xambrê.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e cinco mandados de busca pessoal nas cidades de Umuarama, Xambrê, Pérola e Esperança Nova. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Xambrê.

Entre os investigados está um ex-secretário municipal de Administração, que permaneceu no cargo até dezembro de 2025. Contra ele, a Justiça determinou afastamento das funções públicas, proibição de acesso às dependências de prédios do Município de Xambrê, proibição de contato com investigados e testemunhas e suspensão do porte e da posse de armas de fogo.

Os demais alvos das medidas judiciais são empresários e agentes públicos, entre eles um policial militar da reserva remunerada.

De acordo com o promotor de Justiça Guilherme Franchi da Silva Santos, as investigações indicam possível direcionamento de procedimentos licitatórios no Município de Xambrê, fraudes na execução de contratos administrativos — com entrega inferior de bens e serviços pelos fornecedores — e uso de recursos públicos para custear despesas particulares de servidores.

Durante o cumprimento dos mandados, foram realizadas três prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As equipes apreenderam três armas irregulares, 116 munições, documentos, anotações e aparelhos celulares. Todo o material será periciado e analisado no decorrer das investigações.

A operação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná.

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