Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Balsa para travessia do rio Piquiri passa a operar 24 horas; segunda embarcação só em fevereiro

Balsa para travessia do rio Piquiri passa a operar 24 horas; segunda embarcação só em fevereiro
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 16h20 - Modificado em 23 de janeiro de 2026 às 07h15

A balsa que faz a travessia do rio Piquiri, na BR-272, entre Francisco Alves e Terra Roxa, passou a operar 24 horas por dia a partir desta quinta-feira (22). No entanto, o início da operação da segunda balsa que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que aconteceria nesta quinta, não aconteceu.

A ampliação do horário do serviço de travessia ocorreu após a conclusão da instalação do sistema de iluminação no trecho de embarque, o que viabilizou a operação noturna da embarcação. Até então, a travessia funcionava em horários limitados, o que provocava longas filas e atrasos constantes.

O Dnit afirma que a operação contínua (24 horas) busca reduzir o tempo de espera e melhorar o fluxo de veículos na rodovia.

Balsa Piquiri 3
Fotos e vídeo: Danilo Martins/OBemdito

Segunda balsa só em fevereiro

Na tarde de quarta-feira (21), o Dnit divulgou nota via e-mail da assessoria de imprensa informando que nesta quinta teria início a operação de uma segunda embarcação. Contudo, essa operação não se concretizou, conforme verificado pela equipe de OBemdito, que esteve no local nesta manhã.

Segundo funcionários do Dnit que estavam na área de embarque, a segunda balsa só deve começar a operar a partir do dia 6 de fevereiro. Enquanto isso, a travessia segue sendo realizada por apenas uma embarcação, que agora funciona durante todo o dia e a noite.

Pelo período que OBemdito acompanhou, as filas de veículos estavam visivelmente menores em relação aos dias anteriores. Ainda assim, o tempo de espera é significativo. Em horários considerados normais, os condutores permanecem entre 40 minutos e uma hora na fila. Já nos períodos de maior movimento, a espera pode chegar a até duas horas.

Balsa Piquiri 2

Relato de um caminhoneiro

Entre os motoristas afetados está o caminhoneiro David Toledo dos Santos, de Amambai, no Mato Grosso do Sul. Ele transporta sebo bovino do Paraguai para o Brasil e relatou que aguardava há cerca de duas horas para atravessar o rio. Segundo o condutor, esse sempre foi um trajeto habitual.

Porém, diante da atual situação, o caminhoneiro afirmou que deixou de considerar a BR-272 como a melhor opção. “Sempre fiz este percurso, mas com essa situação não compensa vir pela BR-272 e sim pegar um desvio por Naviraí-MS, saindo em Porto Camargo. Pelo desvio aumenta a distância, tem um pedágio, mas mesmo assim compensa”, afirmou.

Além disso, David relatou que não pretende mais utilizar esse trecho até que a ponte seja liberada. Enquanto isso, motoristas seguem enfrentando transtornos e aguardam tanto a entrada da segunda balsa quanto uma solução definitiva para a travessia do rio Piquiri.

Ponte Interditada

A ponte sobre o rio Piquiri, entre Francisco Alves e Terra Roxa, está fechada desde o dia 16 de outubro. No entanto, até o momento, o Dnit não informou detalhes sobre o cronograma das obras de recuperação.

Nota do Dnit

O OBemdito entrou novamente em contato com o Dnit, por e-mail, para questionar a operação da segunda balsa e a situação das obras na ponte. Confira abaixo a nota completa:

O DNIT informa que a operação da segunda balsa na travessia do Rio Piquiri, na BR-272/PR, entre os municípios de Francisco Alves e Terra Roxa, está prevista para o mês de fevereiro. No entanto, para esta quinta-feira (22), está programada a ampliação do horário de funcionamento da balsa que já realiza a travessia, passando a operar em regime de 24 horas, o que deverá contribuir para a melhoria do fluxo de veículos na região.

O tempo estimado de travessia é de aproximadamente 15 minutos, e a capacidade máxima da balsa é de até 320 toneladas. O controle de peso dos veículos, dentro desse limite, é realizado por agentes de trânsito, que conferem as informações constantes nas notas fiscais de carga e controlam a quantidade de veículos embarcados, respeitando o número máximo de caminhões permitidos por travessia, além da liberação de veículos leves.

A operação por balsa tem caráter provisório e será mantida enquanto a ponte sobre o Rio Piquiri permanecer interditada para a execução dos serviços de recuperação estrutural. O DNIT segue monitorando a operação e adotando as medidas necessárias para garantir a segurança, a eficiência e o melhor atendimento aos usuários da rodovia.

Atenciosamente,

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