Caso de criança que defecou preservativos leva polícia a investigar Conselho Tutelar
A Polícia Civil do Estado de São Paulo abriu uma investigação para apurar possível negligência e prevaricação de conselheiras tutelares em Cerquilho. O caso envolve um menino de 2 anos que defecou preservativos no banheiro de uma creche da cidade.
A investigação começou na última segunda-feira (18). Além disso, a polícia também apura possível abuso de autoridade por parte das conselheiras durante o atendimento da ocorrência.
Até o momento, a Justiça determinou que a mãe da criança cumpra prisão domiciliar. A mulher responde por maus-tratos, estupro e desacato. Além disso, os outros dois filhos dela, de 4 e 8 anos, foram acolhidos por órgãos de proteção.
Segundo a Polícia Civil, as conselheiras compareceram à creche após a descoberta do caso. No entanto, os investigadores querem entender por que o Conselho Tutelar não acionou imediatamente as forças policiais.
A polícia também tenta esclarecer por qual motivo as conselheiras autorizaram a mãe da criança a levar o menino para casa. Conforme a investigação, a mulher já apresentava sinais aparentes de descontrole emocional no momento do atendimento.
De acordo com a apuração policial, as conselheiras documentaram as provas encontradas na creche. Ainda assim, elas teriam orientado funcionários da unidade a dar descarga no banheiro, o que contraria protocolos de preservação da cena.
Apesar da orientação, funcionários mantiveram o local intacto até a chegada da perícia. Isso permitiu a coleta dos materiais para análise e contribuiu para a prisão em flagrante da mãe.
Outra linha de investigação envolve o atendimento médico da criança. Segundo a polícia, as conselheiras impediram que a professora e a diretora acompanhassem o menino ao hospital. Ambas eram consideradas referências próximas da vítima dentro da escola.
Após o atendimento médico, as conselheiras devolveram a tutela da criança à mãe. Segundo a Polícia Civil, a mulher demonstrava comportamento agressivo e sinais de instabilidade emocional naquele momento.
A mãe, de 26 anos, acabou presa em flagrante. De acordo com a polícia, ela estava “totalmente transtornada e fora de si, apresentando comportamento agressivo e se ferindo”.
O caso veio à tona após a direção da creche acionar as autoridades. Funcionários perceberam que o menino apresentava dificuldades para evacuar e encontraram preservativos durante o atendimento no banheiro da unidade.
Depois da denúncia, equipes de segurança realizaram uma operação para investigar a situação da família e resgatar as crianças. Os três irmãos foram encaminhados para acolhimento institucional.
Agora, a Polícia Civil investiga se o menino sofreu abuso sexual ou se ingeriu os preservativos dentro de casa por falta de supervisão. O caso segue sob investigação.





