Após operação, delegado explica ação do Gaeco de Umuarama com 20 prisões em 14 cidades
Após a deflagração da Operação Vera Persona, o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Matheus Prado, concedeu entrevista na sede do Ministério Público do Paraná, em Umuarama, na manhã desta terça-feira (17), e detalhou o resultado da ação e o andamento das investigações.
Segundo o delegado, a operação teve como foco cumprir ordens judiciais contra pessoas identificadas como integrantes de uma organização criminosa com atuação no Paraná e em outros estados do país.
“O objetivo foi cumprir ordens de prisão e mandados de busca e apreensão contra indivíduos identificados como integrantes de uma organização criminosa ativa no Paraná e em outros estados da Federação”, afirmou.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão. Conforme Prado, 13 das ordens de prisão foram executadas dentro de unidades prisionais, contra investigados que já estavam presos por outros crimes.

Os demais suspeitos foram localizados e presos em suas residências durante as diligências realizadas em cidades do Norte, Noroeste e Oeste do Paraná, além do cumprimento de ordem judicial em Campo Grande.
Durante o cumprimento das buscas, um casal foi preso em flagrante por tráfico de drogas. “Eles foram encontrados na posse de drogas, de balança de precisão e outros objetos ligados ao tráfico. Por esse motivo foram autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas”, explicou o delegado.
As ações ocorreram em diversos municípios da região, entre eles Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Ubiratã, Assis Chateaubriand, Loanda e Cambira, entre outras cidades.
De acordo com Prado, os investigados foram presos pelo crime de integrar organização criminosa, após serem identificados como membros ativos da estrutura do grupo.

“Esses indivíduos foram presos justamente por integrarem organização criminosa. Eles foram identificados como membros ativos dessa estrutura e agora se encontram à disposição da Justiça para responder na forma da lei”, disse.
O delegado também informou que entre os alvos há integrantes que ocupam posições de liderança dentro da facção criminosa, considerada a maior em atuação no Paraná e no Brasil.
Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e outros materiais, que agora passarão por perícia. Segundo o Gaeco, esses elementos podem ajudar a identificar outros crimes praticados pelo grupo, como tráfico de drogas ou outros delitos.
“A partir da apreensão de celulares e outros objetos, as investigações vão avançar para identificar outras condutas ilícitas eventualmente praticadas por esses indivíduos”, afirmou Prado.
As investigações continuam e dois suspeitos seguem foragidos. As equipes ainda realizam diligências para localizá-los.

De acordo com o delegado, os investigados possuem histórico de antecedentes criminais, embora ainda não tivessem sido responsabilizados anteriormente pelo crime específico de integrar organização criminosa.
O nome da operação também foi explicado durante a coletiva. Segundo o Gaeco, “Vera Persona” significa “a verdadeira pessoa” e faz referência ao trabalho investigativo que permitiu identificar os suspeitos por trás de apelidos utilizados dentro da facção.
A operação contou com apoio da Polícia Penal do Paraná e da Polícia Militar do Paraná, com participação de equipes do 4º BPM, 7º BPM, 10º BPM, 11º BPM, 25º BPM, 31º BPM e da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar.





