Jaqueline Mocellin Publisher do OBemdito

Lula assina a ordem de serviço para a conclusão da pavimentação da Estrada Boiadeira

Fotos: Ricardo Stuckert
Lula assina a ordem de serviço para a conclusão da pavimentação da Estrada Boiadeira
Jaqueline Mocellin - OBemdito
Publicado em 13 de março de 2026 às 07h05 - Modificado em 13 de março de 2026 às 09h49

O presidente Lula (PT), o ministro Renan Filho (Transportes) e o diretor-geral do Dnit, Fabricio Galvão, assinaram a ordem de serviço para a conclusão da pavimentação da Estrada Boiadeira. Além disso, na mesma solenidade, eles assinaram a ordem para as obras do Contorno Sul de Maringá. Os dois grandes empreendimentos do Novo PAC somam R$ 672 milhões.

O deputado Zeca Dirceu (PT) acompanhou o evento e disse que 12 de março representa “um dia histórico e uma conquista plena”. O parlamentar acrescentou: “Nunca na história deste país, o Paraná recebeu tantos investimentos como no governo do presidente Lula. Só neste momento, em infraestrutura, são mais de R$ 2 bilhões”.

“Eu, particularmente, estou muito emocionado. Lutamos por décadas pela pavimentação da Boiadeira e foi governo do PT, do presidente Lula e da presidenta Dilma, que conseguimos avançar e muito”, disse o deputado federal.

Zeca emendou: “Agora, estou participando da assinatura dos serviços dos 38 quilômetros que faltavam para concluir esta importante rodovia que liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul. E cruza o estado até Ponta Grossa nos Campos Gerais passando por várias e importantes cidades das regiões noroeste. É realmente uma dádiva de Deus participar deste momento”, completou.

Estrada Boiadeira: reivindicação histórica do Paraná

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também destacou a importância das obras anunciadas. Ela afirmou que a conclusão da Estrada Boiadeira representa a realização de uma reivindicação histórica do Paraná.

Segundo Gleisi, o trecho final da rodovia consolida um eixo estratégico de ligação entre regiões produtivas do estado. Além disso, integra um conjunto de investimentos federais que têm fortalecido a infraestrutura paranaense nos últimos anos.

“A conclusão da Estrada Boiadeira é a realização de um sonho antigo do nosso estado. Essa obra começou ainda no governo da presidenta Dilma e agora temos a alegria de concluí-la no governo do presidente Lula. É um investimento estratégico, que liga regiões importantes do Paraná e fortalece o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou a ministra.

Trecho entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste

A conclusão da Boiadeira terá 37,39 quilômetros entre o km 56,41, de Serra dos Dourados, em Umuarama, até Cruzeiro do Oeste, no km 93,80. O trecho terá obras de terraplenagem, implantação das camadas de base e sub-base, sistemas de drenagem e sinalização completa. Os investimentos, pelo Novo PAC, chegam a R$ 343 milhões.

“Haverá redução de 80 quilômetros no deslocamento entre Naviraí (MS) e Paranaguá (PR). E cerca de 30 quilômetros entre Icaraíma (PR), na divisa com Mato Grosso do Sul, e Cruzeiro do Oeste”, apontou Zeca Dirceu.

No início deste mês o deputado federal afirmou que a expectaitiva era de que o Governo Federal assinasse a autorização para a obra ainda em março. E a previsão se concretizou.

Trecho da Estrada Boiadeira na região de Serra dos Dourados – Foto: Assessoria PMU

Corredor logístico

A rodovia BR-487 foi aberta no início do século passado por tropeiros que traziam gado comprado no Mato Grosso do Sul para engordar no Paraná. Tem seu início no sul do Mato Grosso do Sul, passando pela divisa do Paraná e segue até chegar à BR-373/PR, próximo a Ponta Grossa.

A Boiadeira integra um corredor logístico estratégico para o escoamento da produção agropecuária, com destaque para soja, milho, cana-de-açúcar, carne bovina e insumos agroindustriais. O eixo conecta regiões produtoras aos centros consumidores e aos portos do Sul do país, especialmente ao Porto de Paranaguá.

Seu traçado apresenta condições para manter baixos os custos operacionais dos caminhões, tornando-se assim, uma estrada atrativa, reduzindo custos de transporte, além de permitir o escoamento da produção agropecuária e desenvolvimento econômico-social da região.

(OBemdito com informações do Dnit e Secretaria da Imprensa da Presidência da República)

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