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Governo federal deve autorizar neste mês início das obras do último trecho da Boiadeira

Governo federal deve autorizar início das obras do último trecho da Estrada Boiadeira
Foto: Michel Corvello
Governo federal deve autorizar neste mês início das obras do último trecho da Boiadeira
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 5 de março de 2026 às 13h38 - Modificado em 5 de março de 2026 às 13h38

O governo federal deve autorizar ainda em março o início das obras do último trecho da Estrada Boiadeira (BR-487), que liga o distrito de Serra dos Dourados, em Umuarama, a Cruzeiro do Oeste.

O segmento possui cerca de 37 quilômetros e é o único que ainda falta para completar o trajeto da rodovia entre Campo Mourão, na região central do Estado, e a divisa com Mato Grosso do Sul.

A confirmação foi relatada na terça-feira (3) pelo ministro do Transportes, Renan Filho, ao deputado Zeca Dirceu (PT), que também disse que está defendendo a inclusão da obra na agenda do presidente Lula, para que o chefe do Executivo esteja presente no momento da assinatura. No momento, a obra já foi licitada anteriormente e não possui mais impedimentos para o início da execução.

A BR-487 foi construída em diferentes etapas ao longo dos últimos anos. No PAC 1, foram concluídos os trechos entre o distrito de Nova Brasília, em Campo Mourão, e Cruzeiro do Oeste. Já no PAC 2, foi finalizado o trecho entre Porto Camargo, em Icaraíma, na divisa com Mato Grosso do Sul, e o distrito de Santa Eliza, em Umuarama, com recursos da Itaipu Binacional.

Com a execução do novo lote, será concluída a ligação completa da rodovia.

Investimento

O investimento estimado para finalizar o trecho restante é de cerca de R$ 374 milhões, incluindo obras e desapropriações. O custo total da rodovia, considerando todos os trechos executados ao longo dos anos, é estimado em R$ 1,4 bilhão, com recursos provenientes do governo federal, do governo estadual, da Itaipu Binacional e de instituições financeiras.

A BR-487 é considerada uma rota estratégica para o escoamento da produção agrícola no Noroeste do Paraná e para a ligação rodoviária entre o interior do estado e a região Centro-Oeste do país.

(OBemdito e Assessoria Zeca Dirceu)

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