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Pastor diz que foliões que homenagearam Lula “terão câncer”, após desfile no Carnaval

Pastor diz que foliões que homenagearam Lula “terão câncer”, após desfile no Carnaval
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 14h09 - Modificado em 18 de fevereiro de 2026 às 14h14

O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus Ministério de Perus, em São Paulo, afirmou que integrantes da Acadêmicos de Niterói “terão câncer” após desfile em homenagem ao presidente Lula. A declaração ocorreu durante culto realizado nesta última segunda-feira (16).

A escola se apresentou na primeira noite do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Além disso, levou à avenida um enredo que exaltou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT. No entanto, uma ala com sátira a famílias conservadoras provocou reação do líder religioso.

Durante a celebração, Cardoso disse que não responderia à provocação. Ainda assim, em seguida, fez a declaração que chamou de oração.

“Tripudiaram em cima da nossa fé, não vamos responder. Vamos orar. A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, eles vão lembrar com quem mexeram”, disse.

Além disso, o pastor afirmou que Deus dará a resposta aos que, segundo ele, imitaram membros da igreja. Segundo Cardoso, a escola “provocou e imitou a fé da igreja”.

“A melhor representação não é no Supremo Tribunal Federal (STF), não é na Justiça, não é no Ministério Público, é lá em cima, direto no trono. Deus vai responder”, declarou, ao citar o que chamou de “supremo tribunal celestial”.

A ala da polêmica

A Acadêmicos de Niterói apresentou uma ala intitulada “neoconservadores em conserva”. O grupo trouxe fantasias em formato de lata, com o desenho de uma família formada por pai, mãe e duas crianças.

De acordo com a proposta do desfile, a ala satirizou famílias que se dizem conservadoras que atuam em oposição a Lula. Segundo a narrativa apresentada, esse grupo vota contra a maioria das pautas defendidas pelo presidente.

Após a apresentação, parlamentares da oposição reagiram à encenação. Eles usaram a imagem da “latinha” para rebater críticas e publicaram fotos com uma versão criada por inteligência artificial.

O episódio ampliou o debate sobre religião, política e liberdade de expressão no Carnaval. Enquanto isso, as falas do pastor repercutiram nas redes sociais e entre lideranças religiosas e políticas.

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Com informações: Metrópoles

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