Leonardo Revesso Publisher do OBemdito

Carro alegórico quebra e boneco gigante de Lula usado no Carnaval é arrastado no asfalto

Carro alegórico quebra e boneco gigante de Lula usado no Carnaval é arrastado no asfalto
Leonardo Revesso - OBemdito
Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 13h57 - Modificado em 17 de fevereiro de 2026 às 14h19

Depois de desfilar na Marquês de Sapucaí no domingo (15), um carro alegórico com um boneco gigante representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi flagrado desmontado e sendo arrastado nas imediações da dispersão da escola, na zona portuária do Rio de Janeiro.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a estrutura já sem a cabeça e uma das mãos sendo puxada por pessoas ou equipamentos improvisados. As imagens foram compartilhadas nesta terça-feira (17) pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) em sua conta no X, onde comentou a cena com a frase “No final, o bem vencerá o mal”.

Especialistas e integrantes de escolas de samba explicam que, durante a dispersão após o desfile, é comum que partes das alegorias se soltem devido ao peso e ao tamanho das estruturas enquanto são removidas do sambódromo. Ainda assim, a cena chamou atenção nas redes sociais e entre espectadores.

A presença do boneco de Lula na avenida já havia provocado reações políticas antes mesmo do episódio. A homenagem ao presidente com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, apresentada pela Acadêmicos de Niterói, foi alvo de críticas de parlamentares da oposição, que argumentaram que a escolha poderia caracterizar propaganda eleitoral antecipada em ano de eleições presidenciais.

O presidente nacional do Partido Novo anunciou que pretende pedir à Justiça Eleitoral a inelegibilidade de Lula em razão do desfile, alegando abuso de poder político e econômico. Em nota, a sigla citou uso de elementos associados a campanhas políticas e financiamento público — a escola recebeu recursos da Embratur, agência de promoção do turismo mantida pelo governo federal.

O PT (Partido dos Trabalhadores), por sua vez, afirmou que a participação da escola de samba foi uma manifestação artística independente, sem coordenação, financiamento ou participação do presidente ou da legenda no desenvolvimento do enredo.

Com Poder360

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