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Professores da rede estadual se reúnem em “aula pública” em frente ao NRE de Umuarama

Professores da rede estadual se reúnem em “aula pública” em frente ao NRE de Umuarama
Redação - OBemdito
Publicado em 5 de junho de 2024 às 14h45 - Modificado em 20 de maio de 2025 às 08h47

Professores e funcionários públicos da rede estadual de ensino se reuniram, na manhã desta quarta-feira (5), em uma manifestação em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Umuarama. De acordo com a APP Sindicato (Sindicato dos trabalhadores em educação no Estado do Paraná) de Umuarama, o ato é uma “aula pública” referente à nova lei 22.006/2024, que entrega a gestão dos colégios estaduais para empresas privadas.

A lei, que cria o programa “Parceiro da Escola”, foi aprovada pela maioria na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e sancionada pelo governador Ratinho Junior nesta terça-feira (4). O programa tem como objetivo formar uma parceria com empresas privadas, que ficarão responsáveis pelo gerenciamento administrativo das escolas selecionadas e pela gestão de terceirizados na limpeza e segurança.

Na região do NRE de Umuarama, as instituições que passarão a serem administrados pelas empresas parceiras do governo são o Colégio Tiradentes e o Vereador José Balan, ambos em Umuarama; o Vicente Tomazini, em Francisco Alves; Ana Neri, em Perobal; Nestor Victor, em Pérola; e o recém adicionado à listagem, Tiradentes, em Cafezal do Sul. Anteriormente, a medida estava prevista para incluir o colégio Manuel Bandeira, em Alto Piquiri, porém ele foi removido da listagem.

De acordo com a professora Margarida Lavado, representante da APP de Umuarama, nesta manhã os docentes realizaram panfletagem e conversaram com o público sobre a privatização dos colégios, explicando o posicionamento contrário dos professores. Também foram feitas abordagens a pedestres, motoristas, e, também o depoimento de professores que retornaram da Alep, em Curitiba.

Às 18h desta quarta-feira a APP irá se reunir com professores de forma online para realizar uma votação que decidirá se os professores seguirão em manutenção de greve, deflagração de estado de greve (que é quando as atividades retornam à semi-normalidade, porém em alerta para um possível retorno de greve) ou o retorno definitivo das atividades educacionais.

Como parte da proposta do governo, também está previsto para ocorrer em breve uma consulta aos professores, pais, alunos e responsáveis que, de forma democrática, irão decidir se querem a implantação do projeto nas escolas. A dinâmica será semelhante à feita dos colégios cívico-militares, preferencialmente de forma presencial.

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