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Retatrutida ainda não pode ser vendida em nenhum lugar do mundo, alerta Anvisa

Caneta do medicamento retatrutida.
Foto ilustrativa.
Retatrutida ainda não pode ser vendida em nenhum lugar do mundo, alerta Anvisa
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 25 de julho de 2026 às 10h57 - Modificado em 25 de julho de 2026 às 10h57

A retatrutida, medicamento experimental que tem despertado interesse por seus resultados em estudos para tratamento da obesidade e do diabetes, não está autorizada para comercialização em nenhum lugar do mundo. O alerta foi feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reforça que o produto segue em fase de pesquisas clínicas e ainda não teve pedido de registro apresentado a qualquer agência reguladora.

Apesar disso, a Anvisa afirma que o medicamento vem sendo oferecido irregularmente em sites na internet e já foi apreendido em operações de combate ao contrabando nas fronteiras brasileiras.

Medicamento ainda está em fase de testes

Segundo a Anvisa, a empresa responsável pelo desenvolvimento da retatrutida ainda não concluiu os estudos necessários e sequer solicitou o registro do medicamento, tanto no Brasil quanto em outros países.

Antes de qualquer medicamento chegar ao mercado, ele precisa passar por um longo processo de avaliação, que inclui estudos pré-clínicos e clínicos para comprovar sua segurança, eficácia e qualidade.

Durante essa etapa, são analisados fatores como a dose adequada, possíveis efeitos colaterais, interações com outros medicamentos e situações em que o tratamento deve ser interrompido.

Uso pode trazer riscos à saúde

A agência alerta que consumir medicamentos sem registro representa riscos importantes à saúde. Entre eles estão a possibilidade de efeitos adversos ainda desconhecidos, ausência de comprovação de eficácia, incerteza sobre a dose correta e falhas na fabricação e no armazenamento.

Além disso, não há garantia de que os produtos comercializados ilegalmente contenham realmente a substância anunciada, nem que ela esteja na quantidade informada. A Anvisa ressalta que podem ocorrer adulterações, contaminações, impurezas e até a ausência do princípio ativo.

Venda irregular é crime

A Anvisa orienta que a população não utilize, em nenhuma hipótese, medicamentos sem registro sanitário.

O órgão lembra ainda que a comercialização de medicamentos irregulares é considerada crime pelo Código Penal e coloca em risco a saúde dos consumidores.

Segundo a agência, o registro sanitário não é apenas uma autorização burocrática. Ele faz parte de um sistema que fiscaliza desde a fabricação e a qualidade das matérias-primas até o monitoramento de possíveis eventos adversos após o produto chegar ao mercado.

Sem esse controle, não há garantias sobre a composição, a qualidade ou a segurança do medicamento.

(Com informações Anvisa)

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