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Governo adia decisão sobre aumento do etanol na gasolina para 32%

Bombas de combustíveis em posto de abastecimento.
Foto: Danilo Martins/OBemdito
Governo adia decisão sobre aumento do etanol na gasolina para 32%
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 8 de julho de 2026 às 14h57 - Modificado em 8 de julho de 2026 às 14h58

O aumento do etanol na gasolina terá de esperar. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a reunião que estava marcada para esta quarta-feira (8), quando seria analisada a proposta de elevar de 30% para 32% o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina.

Em nota à Agência Brasil, o Ministério de Minas e Energia informou que a reunião foi adiada e que ainda não há previsão para uma nova data.

Segundo o governo federal, a mudança pode tornar o Brasil autossuficiente na produção de gasolina, reduzindo a dependência do mercado internacional e os impactos das oscilações nos preços do petróleo, agravadas por conflitos como a guerra no Oriente Médio.

Setor automotivo pede mais estudos

Antes da análise da proposta, entidades que representam a indústria automotiva solicitaram ao governo a realização de novos estudos sobre os impactos da medida.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) encaminharam um pedido ao Ministério de Minas e Energia defendendo a realização de testes complementares antes da adoção da nova mistura.

De acordo com técnicos do setor, veículos mais antigos, fabricados há cerca de 20 ou 30 anos, e alguns modelos importados desenvolvidos para operar com menor concentração de etanol podem sofrer impactos caso o percentual seja elevado.

As entidades afirmam que os estudos adicionais são importantes para garantir a segurança e o desempenho dos veículos, além de oferecer mais segurança aos consumidores.

Até o momento, o governo não informou quando o tema voltará à pauta do CNPE.

(Com informações Agência Brasil)

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