Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Polícia Civil indicia dono da Odonto Excellence por morte de funcionário

José Claiton Leal Machado (à esquerda) e Oséias Gomes CEO da franquia nacional (à direita), investigação aponta que assassinato de José Claiton Leal Machado foi motivado por conflitos empresariais e executado em emboscada - Foto: reprodução redes sociais
Polícia Civil indicia dono da Odonto Excellence por morte de funcionário
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 14 de maio de 2026 às 14h45 - Modificado em 16 de maio de 2026 às 18h27

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre o assassinato de José Claiton Leal Machado, morto em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa. Segundo a investigação, o empresário Oséias Gomes, CEO da empresa onde a vítima trabalhava, foi indiciado como mandante intelectual e financiador do crime.

O caso foi conduzido pela 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, por meio do Setor de Homicídios. A polícia informou que a apuração envolveu análise de dados telemáticos, quebra de sigilos bancários e depoimentos de testemunhas.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações identificaram elementos probatórios que ligam o empresário ao planejamento e ao financiamento da execução.

O inquérito aponta que o crime teria sido motivado por conflitos empresariais entre a vítima e o investigado. Segundo os policiais, José Claiton Leal Machado teria tentado assumir o controle da empresa de Oséias Gomes.

A investigação também identificou divergências relacionadas à abertura de uma clínica concorrente. Para a polícia, o homicídio ocorreu como forma de retaliação.

Crime foi executado em emboscada

Segundo o relatório policial, o assassinato foi planejado e executado por meio de uma emboscada em frente à residência da vítima.

A Polícia Civil afirma que o empresário teria utilizado intermediários e operadores financeiros para organizar a ação criminosa. Os executores do homicídio já haviam sido identificados em etapas anteriores da investigação.

Diones Henrique Rodrigues Raimundo, apontado como executor direto do assassinato, foi indiciado e condenado pelo crime. Outros envolvidos também foram denunciados pela participação no caso.

Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário foram pronunciados pela Justiça e aguardam o julgamento de recursos em liberdade.

O coordenador do crime, identificado como Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, também foi indiciado e pronunciado. Segundo a polícia, ele está foragido.

Polícia aponta transferências bancárias ligadas ao crime

As investigações identificaram transferências bancárias feitas a partir de contas controladas pelo empresário investigado. Segundo a polícia, os valores foram enviados para operadores logísticos do crime.

As movimentações financeiras ocorreram em datas próximas ao homicídio. De acordo com o inquérito, o dinheiro teria sido utilizado para custear a operação criminosa e pagar os executores.

Diante das conclusões, Oséias Gomes foi indiciado por homicídio qualificado. A tipificação inclui motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

A Polícia Civil informou ainda que José Claiton Leal Machado demonstrava preocupação com a própria segurança antes do assassinato. Segundo a corporação, a vítima havia relatado a familiares o receio de sofrer um atentado e apontava o empresário agora indiciado como principal interessado no crime.

O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para continuidade das medidas processuais.

Defesa emite nota

A defesa dos envolvidos divulgou uma nota à imprensa. Confira abaixo, na íntegra:

“O escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa de Oséias Gomes, informa que a narrativa nos autos do processo é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado. Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos. Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve.

Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima. “Isso é um absurdo”, dispara Claudio Dalledone Junior.

Dalledone & Advogados Associados”.

*Atualização às 18h26 de sábado (16) para inclusão da nota à imprensa da defesa.

Com informações: aRede

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