Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Eclipse solar total deve escurecer o céu por mais de seis minutos

Fenômeno raro poderá ser visto na Europa, África e Oriente Médio; evento semelhante só deve ocorrer novamente em 2114 - Foto: ilustrativa gerada por IA
Eclipse solar total deve escurecer o céu por mais de seis minutos
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 13 de maio de 2026 às 13h58 - Modificado em 13 de maio de 2026 às 13h59

O planeta se prepara para acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais raros do século XXI. O eclipse solar total de 2 de agosto de 2027 terá duração máxima de 6 minutos e 23 segundos e promete transformar o dia em noite em várias regiões do mundo.

Astrônomos classificam o evento como o “eclipse do século”. Segundo cálculos da NASA e plataformas especializadas, este será o eclipse total mais longo visível em terra firme durante todo o século.

O fenômeno já mobiliza cientistas, fotógrafos, turistas e apaixonados por astronomia. Muitos observadores começaram a planejar viagens internacionais com mais de um ano de antecedência para garantir um lugar na faixa de totalidade.

Por que o eclipse será tão raro

A longa duração do eclipse acontece por causa de uma combinação incomum de fatores astronômicos. A Lua estará próxima do perigeu, ponto da órbita em que fica mais perto da Terra.

Nessa condição, a Lua aparenta tamanho maior no céu. Isso permite que ela cubra totalmente o Sol por um período mais prolongado.

Outro fator importante envolve a posição do eclipse próxima à linha do Equador. Nessa região, a sombra lunar se desloca mais lentamente sobre a superfície terrestre, aumentando o tempo de escuridão total.

A maioria dos eclipses solares totais dura entre dois e três minutos. O eclipse observado em abril de 2024 nos Estados Unidos, México e Canadá ultrapassou pouco mais de quatro minutos.

Já os 6 minutos e 23 segundos previstos para 2027 colocam o fenômeno em uma categoria extremamente rara. Registros astronômicos indicam que um eclipse semelhante só deve voltar a acontecer em 2114.

Onde o eclipse será totalmente visível

A sombra da Lua começará o trajeto sobre o Oceano Atlântico. Depois, seguirá em direção ao leste, cruzando partes da Europa, do Norte da África e do Oriente Médio.

Os principais países dentro da faixa de totalidade serão:

  • Espanha
  • Marrocos
  • Argélia
  • Tunísia
  • Líbia
  • Egito
  • Arábia Saudita
  • Iêmen
  • Somália

Partes da Groenlândia e da Islândia também observarão fases do eclipse antes da sombra avançar para os continentes europeu e africano.

O ponto de maior duração ficará no sul do Egito, próximo à região de Luxor. No local, a totalidade deve ultrapassar seis minutos e vinte segundos.

Na Espanha, cidades como Cádiz e Málaga também terão visão total do eclipse. Nessas regiões, a duração ficará entre dois e três minutos.

Foto: Nasa

O que acontece

A experiência vai além de observar o desaparecimento do Sol. Minutos antes da totalidade, a luminosidade diminui rapidamente e a temperatura começa a cair.

As sombras ficam mais intensas e muitos animais passam a agir como se fosse anoitecer. Pouco antes do ápice, surgem fenômenos ópticos raros.

Entre eles estão as Pérolas de Baily, pequenos pontos luminosos formados pelas irregularidades da superfície lunar. Outro destaque é o chamado Anel de Diamante, quando apenas um ponto brilhante de luz solar permanece visível.

Quando o Sol fica completamente encoberto, a corona solar aparece a olho nu. Essa camada externa da atmosfera do Sol é considerada uma das visões mais impressionantes da astronomia observacional.

Durante a totalidade, estrelas e planetas brilhantes também podem surgir no céu em pleno dia.

Eclipse solar não será visível no Brasil

O eclipse total não poderá ser observado do território brasileiro. Por isso, muitos brasileiros já pesquisam roteiros internacionais para acompanhar o fenômeno.

Os destinos mais procurados são Egito, Marrocos e Espanha. Comunidades especializadas em astronomia já registram aumento nas discussões sobre viagens voltadas ao eclipse.

Turismo astronômico

Especialistas em turismo astronômico preveem forte procura por hospedagens nas áreas de melhor observação. Hotéis em regiões da Espanha e do Egito já começaram a registrar aumento de reservas.

O astrônomo Fred Espenak publicou mapas, tabelas e previsões climáticas para ajudar observadores a escolherem os melhores locais.

Para muitos apaixonados por astronomia, eclipses totais se transformam em verdadeiras expedições internacionais. Há turistas que cruzam continentes para testemunhar poucos minutos de escuridão total.

Como observar

Especialistas alertam que olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode provocar danos permanentes à visão.

As recomendações incluem o uso exclusivo de óculos certificados pela norma ISO 12312-2. Óculos escuros comuns, radiografias e películas improvisadas não oferecem proteção segura.

Também é necessário utilizar filtros solares específicos em câmeras, telescópios e binóculos.

A observação sem proteção só é considerada segura durante o breve período em que o Sol estiver totalmente coberto pela Lua.

Fenômeno pode marcar uma geração

Eclipses solares totais já são eventos raros. Um eclipse com duração superior a seis minutos entra em uma categoria ainda mais excepcional.

Durante poucos minutos, milhões de pessoas poderão ver o céu escurecer completamente em pleno dia. O fenômeno permitirá observar estrelas no horizonte e enxergar a corona solar sem instrumentos especiais.

Para astrônomos, o eclipse solar total de 2027 tem potencial para se tornar um dos eventos celestes mais marcantes do século XXI. Para muitas pessoas, será a única oportunidade de testemunhar um fenômeno semelhante ao vivo.

Com informações: GMC online

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