Jaqueline Mocellin Publisher do OBemdito

Preço do óleo diesel cai pela quarta vez e acumula recuo de 4,5% em cinco semanas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Preço do óleo diesel cai pela quarta vez e acumula recuo de 4,5% em cinco semanas
Jaqueline Mocellin - OBemdito
Publicado em 11 de maio de 2026 às 17h44 - Modificado em 11 de maio de 2026 às 17h44

O preço do óleo diesel no país registrou o quarto recuo em um período de cinco semanas. Nesse intervalo de tempo, o combustível usado majoritariamente por caminhões e ônibus acumula queda de 4,5%. No entanto, ainda está 18,9% acima do período pré-guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro

Os dados fazem parte do monitoramento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão do governo que regula o setor no país. De acordo com o painel de preços de revenda da agência, na semana de 3 a 9 de maio o litro do diesel S10 teve preço médio de revenda de R$ 7,24.

O preço do óleo diesel é acompanhado com atenção por autoridades e pelo setor produtivo, pois, por ser o principal combustível da frota de caminhões, está diretamente ligado ao valor do frete, que se reflete no custo dos alimentos transportados.

Nas últimas cinco semanas, a ANP identificou uma semana sem variação e quatro com queda no preço médio.

O preço médio do óleo diesel S10 em cada fim de semana de pesquisa:

– 28/03: R$ 7,57

– 04/04: R$ 7,58

– 11/04: R$ 7,58

– 18/04: R$ 7,51

– 25/04: R$ 7,38

– 02/05: R$ 7,28

– 09/05: R$ 7,24

Subvenção do governo ao óleo diesel

A tendência de queda no preço do diesel nas últimas cinco semanas coincide com o início da subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel. A princípio, a medida é uma das ações para conter a alta de preço.

Desde 1º de abril, o governo passou a oferecer uma espécie de desembolso para produtores e importadores. Com a subvenção, o óleo diesel produzido no país pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio. O importado, até R$ 1,52/litro. Porém, os agentes econômicos só recebem o benefício se repassarem o desconto à cadeia de consumo.

Outra medida para segurar o preço na bomba foi a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, os dois tributos federais que incidem sobre o óleo.

(OBemdito com informações da Agência Brasil)

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