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Transtorno afetivo bipolar: diagnóstico e tratamento permitem vida funcional

Dr. Marco Antonio Nery dos Passos Martins (CRM/PR 35.575 – RQE 24.807), que atua em Umuarama-PR e acompanha adolescentes e idosos com diferentes transtornos mentais - Foto: divulgação
Transtorno afetivo bipolar: diagnóstico e tratamento permitem vida funcional
Redação - OBemdito
Publicado em 11 de maio de 2026 às 12h08 - Modificado em 11 de maio de 2026 às 12h08

O Transtorno Afetivo Bipolar ainda é cercado por estigmas e desinformação. No entanto, a psiquiatria moderna tem avançado de forma consistente na compreensão e no manejo da condição, permitindo que pacientes em tratamento levem uma vida ativa, produtiva e com qualidade.

É o que explica o médico psiquiatra Dr. Marco Antonio Nery dos Passos Martins (CRM/PR 35.575 – RQE 24.807), que atua em Umuarama-PR e acompanha adolescentes e idosos com diferentes transtornos mentais.

“O transtorno bipolar não tem cura. É uma condição em que a pessoa cursa com alterações de humor. Em alguns momentos ela se encontra deprimida, então é uma fase depressiva, que dura dias, semanas, meses. Em outros momentos ela se encontra em uma fase eufórica”, explica o especialista.

Durante as fases depressivas, os sintomas vão além da tristeza. “A pessoa sente tristeza, tem redução dos prazeres e interesses. Tem alterações de pensamentos, então começa a perceber as coisas de uma forma mais negativa, mais pessimista, podendo ter até mesmo ideação e pensamentos de suicídio”, detalha.

Já nas fases de euforia — ou mania — o quadro se inverte. “A pessoa tem um humor excessivamente alegre ou excessivamente irritável. Nessas fases ela tem um excesso de energia. Então ela se sente muito ativada, com excesso de pensamentos, fala de forma muito rápida, faz muitos planos e tem atitudes e atos mais intensos.”

Apesar das oscilações características, o diagnóstico não representa uma limitação definitiva para a vida pessoal e profissional. O ponto central está no tratamento contínuo e no acompanhamento especializado.

“Existe o tratamento. Ele é feito através do uso de medicações, com estabilizadores de humor. Esse tratamento é associado a outros cuidados, como a psicoterapia, para gerenciamento de situações cotidianas, para autoconhecimento e reconhecimento de crises e sintomas que são potencialmente parte de um estado de humor alterado”, afirma.

Além da abordagem medicamentosa e terapêutica, hábitos de vida têm papel decisivo na estabilidade do quadro. “Regular o sono, cuidar com o consumo de bebidas alcoólicas — de preferência não fazer uso — não fazer uso de drogas, cuidar com o uso de tabaco”, orienta.

Segundo o psiquiatra, a combinação desses fatores é determinante para o prognóstico. “Com esses cuidados, a pessoa consegue levar a vida normalmente, tem a funcionalidade dela preservada, trabalha, estuda, tem sua família e seus relacionamentos.”

A mensagem, reforça o especialista, é clara e baseada em evidências clínicas: o transtorno bipolar exige acompanhamento, mas não define limites para a vida. “É uma condição em que há tratamento, e com o tratamento a pessoa vai manter uma qualidade de vida ótima.”

Com informações: Assessoria de Comunicação/Movimento Saúde

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