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PF mira senador Ciro Nogueira em nova fase da Operação Compliance Zero

Polícia Federal cumpre mandados em quatro estados e no Distrito Federal após autorização do STF - Lula Marques/Agência Brasil.
PF mira senador Ciro Nogueira em nova fase da Operação Compliance Zero
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 7 de maio de 2026 às 11h38 - Modificado em 7 de maio de 2026 às 16h24

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero. Entre os investigados está o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro.

Segundo a Polícia Federal, agentes cumprem um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.

De acordo com a PF, a nova etapa da operação busca aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Nota da defesa

A defesa do senador divulgou nota na manhã desta quinta-feira. Os advogados afirmaram que Ciro Nogueira repudia qualquer suspeita de irregularidade relacionada à atuação parlamentar.

“Repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, informou a defesa.

Os advogados também disseram que o senador está disposto a colaborar com as investigações e prestar esclarecimentos às autoridades responsáveis pelo caso.

“Reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, acrescentou a nota.

A defesa ainda questionou a adoção de medidas consideradas invasivas durante a investigação. Os advogados citaram que as decisões tiveram como base troca de mensagens atribuídas a terceiros.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade”, afirmou a defesa.

O documento foi assinado pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.

Compliance Zero

A quarta fase da Operação Compliance Zero ocorreu em 16 de abril deste ano. Na ocasião, a PF prendeu preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro.

As investigações apontam Daniel Monteiro como operador jurídico-financeiro do esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março.

Nas quatro primeiras fases da operação, a Polícia Federal cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal. A Justiça também determinou bloqueios patrimoniais que chegam a R$ 27,7 bilhões.

Com informações: Agência Brasil

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