Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Ciclone extratropical pode provocar chuva intensa e ventos de até 100 km/h no Sul

Sistema deve avançar pelo Sul do país com risco de temporais, ventos fortes e queda de temperatura nos próximos dias (Foto Gabriel Zaparolli)
Ciclone extratropical pode provocar chuva intensa e ventos de até 100 km/h no Sul
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 6 de maio de 2026 às 12h50 - Modificado em 6 de maio de 2026 às 12h50

A formação de um ciclone extratropical entre esta quarta-feira (6) e quinta-feira (7) deve provocar mudanças significativas no tempo em parte do Brasil. O fenômeno pode trazer chuva intensa e ventos fortes para a região Sul, além de áreas do Mato Grosso do Sul e do estado de São Paulo.

De acordo com o meteorologista Matheus Manente, do portal Meteored, há possibilidade de o sistema evoluir para um ciclone bomba, que é um fenômeno caracterizado pela rápida intensificação da baixa pressão atmosférica.

A previsão indica que a pressão central do ciclone pode cair de 994 para 970 hPa em um intervalo de apenas 24 horas, entre sexta-feira (8) e sábado (9).

Esse tipo de intensificação atende ao critério técnico que define o ciclone bomba, quando a pressão atmosférica reduz pelo menos 24 hPa em um dia.

A expectativa é de volumes elevados de chuva, especialmente no Paraná, Mato Grosso do Sul e também no Uruguai, onde os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros. As rajadas de vento devem variar entre 80 km/h e 100 km/h, com maior intensidade prevista para sexta-feira.

Com esse cenário, há risco de queda de árvores, placas, estruturas elevadas e até torres de transmissão, principalmente nas áreas mais atingidas pelos ventos.

Até a noite de terça-feira (5), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ainda não havia emitido alertas oficiais relacionados ao fenômeno.

A formação do sistema começa com uma área de baixa pressão no centro-norte da Argentina. Na quinta-feira, a frente fria associada ao ciclone já estará organizada entre Argentina, Uruguai e o Sul do Brasil, provocando temporais, especialmente no Rio Grande do Sul.

Na sexta-feira, a instabilidade avança para Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, enquanto o ciclone ganha força sobre o leste da Argentina e o território uruguaio.

Nos dias seguintes, entre sábado (9) e domingo (10), o sistema permanece ativo próximo à Argentina, enquanto a frente fria se desloca para o Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Na sequência, a entrada de uma massa de ar polar deve provocar queda acentuada nas temperaturas em diversas regiões do país.

O termo ciclone bomba é utilizado para descrever sistemas que se intensificam rapidamente, potencializando seus efeitos, como chuva volumosa, ventos intensos e mudança brusca no padrão térmico.

(Com informações do portal Meteored)

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