Ítalo Fábio Casciola Publisher do OBemdito

O marco zero: A Colônia Mineira foi o primeiro bairro de Umuarama

A Colônia Mineira reunia dezenas de habitações onde moraram equipes da colonizadora, principalmente aqueles que atuaram na engenharia que projetou Umuarama, além de outros técnicos e trabalhadores de diversas áreas. Por esse argumento esse conjunto habitacional pode ser considerado o primeiro bairro da cidade, pois existiu antes mesmo da urbanização e fundação da Capital da Amizade. E Historicamente é o Marco Zero da nossa urbe! - Fotos: Acervo Histórico de Italo Fábio Casciola
O marco zero: A Colônia Mineira foi o primeiro bairro de Umuarama
Ítalo Fábio Casciola - OBemdito
Publicado em 3 de maio de 2026 às 12h20 - Modificado em 3 de maio de 2026 às 15h03

Depois da derrubada de uma grande parte das florestas para abrir espaço para implantar uma nova cidade, Umuarama, era preciso começar a urbanização e a construção de casas.

E o ponto inicial seria, claro!, edificar residências que seria ocupadas pelas primeiras equipes da colonizadora que viriam para executar os projetos dessa urbanização. Bem como construir imóveis onde seriam instalados diversos setores da colonizadora Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Entre os quais, os escritórios de engenharia onde foram produzidos os projetos criando ruas, avenidas, praças e outras áreas da futura cidade.

Numa área meio distante do espaço reservado para a futura cidade, aquela que seria ocupada pelos moradores que depois chegariam para morar em Umuarama, foi aberto esse bairro que reuniria as residências de trabalhadores da colonizadora.

E esse lugar foi nominado de Colônia Mineira. Um pequeno amontoado de casinhas rodeando uma minúscula serraria, dotada de recursos primitivos para o beneficiamento de madeira.

Bem próximo dela foi aberto o aeroporto, com uma pista extremamente curta e de terra, rudimentar e perigosa para o pouso de pequenos aviões. Era usada para o desembarque dos empregados da colonizadora e dos primeiros investidores que chegariam para conhecer as terras da região e, quiçá, instalar-se por aqui para investir na cafeicultura.

No início da década de 1950, foi idealizado o projeto de urbanização e na sequência começaram as construções das primeiras casas dos moradores que foram chegando para viver e iniciar uma nova vida em Umuarama. O foco principal foi o futuro centro da cidade, tendo como coluna vertebral a Avenida Paraná e ponto principal a Praça Arthur Thomaz, que congregariam o comércio

Primeiros moradores

Depois de construídas as casas, na Colônia Mineira chegaram para morar os técnicos da colonizadora Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Eles estavam prontos para criar e executar o projeto de urbanização de Umuarama e da abertura das estradas na área de propriedade da CMNP.

O vilarejo surgiu em meio à mata que cobria a gleba que antes pertencia ao mineiro Raimundo Durães – cuja saga já contamos aqui nOBEMDITO, por ter sido também o autor do batismo da cidade que foi fundada depois com o nome de Umuarama.

Leia também: Previsão de Raimundo Durães: ‘Esta cidade nasceu para ser feliz!’.

Muito tempo depois da execução dos projetos urbanos e da construção arquitetônica e geográfica de Umuarama – e da fundação da cidade -, aquele espaço ficou desabitado pois as equipes técnicas que moravam na Colônia Mineira foram embora.

As casas, que eram de madeira, envelheceram… E toda aquela área foi vendida e os novos proprietários do amplo terreno as demoliram. E toda a área foi dividida em pequenas chácaras para o plantio agrícola.

Marco zero de Umuarama

Portanto, essa tal Colônia Mineira, considerada a primeira porta de entrada para os desbravadores, também foi o primeiro bairro da cidade, afinal antes ainda não havia ninguém vivendo aqui.

Historicamente falando, diria que ela é o Marco Zero de Umuarama, pois é graças ao trabalho dos moradores da Mineira é que começaram as obras de construção da futura Capital da Amizade. E isso aconteceu no início da década de 1950, ou seja, muitos antes da fundação da cidade em 1955. (ITALO FÁBIO CASCIOLA, Especial para OBEMDITO)

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