Temporal despeja 34 mm em horas e expõe falhas na drenagem em Umuarama
A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil registrou 35,03 milímetros de chuva entre quarta-feira (29) e a manhã desta quinta-feira (30) em Umuarama. Do total, 34,83 mm foram concentrados em poucas horas no fim da tarde e à noite, período em que ocorreram os principais transtornos.
A intensidade da chuva provocou alagamentos em diferentes regiões da cidade, especialmente na Zona 2, na área central e em pontos onde a rede de drenagem não conseguiu dar vazão ao volume de água.
Segundo a Secretaria Municipal de Obras, parte do problema está relacionada a estruturas antigas. O secretário Renato Caobianco explicou que existem loteamentos implantados em gestões anteriores com tubulações de menor capacidade, que não suportam grandes volumes de chuva.

Além disso, o crescimento urbano e a impermeabilização do solo aumentaram significativamente o escoamento superficial. Com menos áreas de absorção, a água chega mais rápido às galerias, pressionando o sistema de drenagem.
Há também casos em que diferentes bairros foram interligados a uma mesma rede de escoamento, como nos jardins Irene, Sakai, Caravelle e Araxá. Nesses locais, a prefeitura intensifica a manutenção de bocas de lobo e galerias, enquanto estuda soluções para ampliar a capacidade do sistema.

Entre as ocorrências registradas, equipes atuaram na Rua Valdomiro Frederico, nas proximidades do Hospital Uopeccan, onde um quiosque foi atingido por lama levada pela enxurrada. O local foi limpo e medidas emergenciais foram adotadas, incluindo a implantação de uma curva de nível em terreno vizinho. A Defesa Civil deve acionar o proprietário da área.
O Lago Aratimbó também recebeu grande quantidade de resíduos carregados pela água das galerias pluviais. A limpeza já foi iniciada e deve levar alguns dias. No Estádio Lúcio Pipino, houve alagamento momentâneo.
Na Rua Santa Isabel, outro problema recorrente foi registrado. Com a elevação do nível do córrego onde a rede deságua, ocorre o refluxo da água, reduzindo a vazão das bocas de lobo e provocando alagamentos. A situação está em estudo para definição de uma solução técnica.

Diante dos episódios, a administração municipal informou que trabalha em projetos para enfrentar o problema de forma estrutural. Um dos principais investimentos previstos é a ampliação da rede de drenagem entre o Estádio Lúcio Pipino e o Bosque dos Xetá, obra estimada em cerca de R$ 16,5 milhões e atualmente em fase de licitação.
A Defesa Civil também prestou atendimento na Agência do Trabalhador, na Avenida Rio Branco, onde foram distribuídas lonas para proteger equipamentos após infiltrações, possivelmente causadas por calhas entupidas.
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(Com informações e imagens da Prefeitura de Umuarama e do OBemdito)





