Paranaense é sequestrado no Paraguai após tentativa de compra de canetas emagrecedoras
Um jovem brasileiro de 27 anos, natural de Maringá, foi sequestrado no Paraguai após cair em um golpe envolvendo a venda de canetas emagrecedoras. O caso ocorreu na última segunda-feira, 30 de março, em Cidade do Leste.
Segundo a polícia paraguaia, a vítima estava acompanhada de duas pessoas quando um homem se aproximou. O suspeito ofereceu canetas emagrecedoras e eletrônicos por valores muito abaixo do mercado. O jovem decidiu acompanhar o vendedor e se afastou do grupo.
Nesse momento, ele foi rendido e levado para uma residência. No local, permaneceu em cativeiro sob controle dos criminosos. A ação caracteriza um golpe seguido de sequestro, prática comum em regiões de fronteira.
Durante o período em que esteve preso, o jovem conseguiu fazer uma ligação. Ele entrou em contato com um amigo e pediu ajuda. Na conversa, afirmou que se tratava de uma situação de “vida ou morte” e solicitou dinheiro com urgência.
O amigo desconfiou da abordagem dos criminosos. Ele sugeriu que o pagamento fosse feito em dinheiro, já que uma transferência via Pix não seria possível naquele momento. A estratégia levantou suspeitas sobre a veracidade da negociação.
Os sequestradores marcaram um encontro próximo à ponte que liga o Brasil ao Paraguai. O objetivo era receber o valor exigido pela liberação da vítima. Durante o deslocamento de moto, feito por um dos suspeitos, o jovem encontrou uma oportunidade.
Ele aproveitou um momento de distração do criminoso e conseguiu escapar. A fuga interrompeu o plano dos sequestradores e permitiu que o caso fosse comunicado às autoridades locais.
Após escapar, o jovem percebeu que o celular havia registrado sua localização durante o cativeiro. O dado ajudou a polícia a identificar o imóvel utilizado pelos criminosos. A informação foi considerada decisiva para o avanço da investigação.
A polícia paraguaia prendeu três homens suspeitos de participação no crime. Todos são paraguaios e não tiveram os nomes divulgados. O caso segue sob investigação.
Com informações: Metrópoles





