Cemaden alerta para risco de “desastre térmico” em 2026; entenda o fenômeno
O Brasil corre risco de enfrentar um semestre marcado por calor extremo e prolongado no segundo semestre de 2026, aponta nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O órgão chama atenção para a combinação do aquecimento global com a provável ocorrência do fenômeno El Niño, que apresenta 80% de chance de se estabelecer no Oceano Pacífico ainda neste ano.
Segundo a previsão, as ondas de calor tendem a se tornar mais frequentes e duradouras, atingindo todo o território nacional. As regiões Sudeste e Centro-Oeste devem sentir os efeitos de forma mais intensa. Especialistas alertam que o aumento das temperaturas mínimas à noite impede a recuperação térmica do corpo, agravando os riscos à saúde.
O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, altera a circulação atmosférica e contribui para a sequência de recordes de calor registrados nos últimos anos. Além do desconforto humano, o calor excessivo pode comprometer a produtividade agrícola e pressionar os preços dos alimentos, ao mesmo tempo em que eleva o risco de incêndios florestais.
Embora os efeitos exatos do fenômeno ainda dependam do monitoramento contínuo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o histórico recente reforça a preocupação: em 2024, o país registrou dez ondas de calor, e em 2025 foram sete.
O cenário previsto para 2026 sugere não apenas temperaturas mais altas, mas também mudanças nos padrões de chuva, com diminuição no Norte e aumento no Sul, refletindo diretamente na produção agrícola e na economia local.
(Com informações do Cemaden)





