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Bia Haddad Maia não vai representar o Brasil na Billie Jean King Cup e foca na recuperação

Bia Haddad Maia não vai representar o Brasil na Billie Jean King Cup e foca na recuperação
Redação - OBemdito
Publicado em 1 de abril de 2026 às 17h11 - Modificado em 2 de abril de 2026 às 00h21

A temporada não tem sido boa para Bia. De todo. Em 2026, ela participu em 11 jogos e perdeu 10 deles. A única vitória deste ano foi contra Al-Naimi em Doha, Catar. Todas as outras terminaram com derrota, o que demonstra bem a má forma que vive a tenista, outrora no top 10 mundial e agora na 69ª posição do ranking. Talvez por isso tenha decidido fazer uma pausa, como verá mais à frente.

Má fase dentro de quadra

O ponto de partida para entender essa decisão está no desempenho recente. Bia entrou em 2026 com expectativas de recuperação após um período afastada para cuidar da saúde física e mental. No entanto, os resultados não acompanharam essa expectativa.

No WTA 125 de Austin, a brasileira caiu logo na estreia diante da jovem checa Linda Fruhvirtova. Apesar de ter conseguido levar o jogo ao terceiro set, Bia voltou a apresentar um problema recorrente: o serviço. Foram 15 duplas faltas ao longo da partida, um número elevado para o nível profissional, especialmente em jogos equilibrados. 

Ela até entrou em jogo com uma odd bastante semelhante à da adversária, mas não conseguiu fazer jus ao favoritismo repartido atribuído pelas casas de apostas presentes na Oddspedia, site especializado em reunir todas as casas de apostas em alta.

E se em Austin, as odds estavam repartidas, em Miami a situação já era bastante diferente com Beatriz a ter uma odd de 2.80 contra a adversária que tinha 1.41 e era claramente a favorita, algo que se confirmou porque a situação não melhorou no Miami Open.

Desta vez, a eliminação foi ainda mais direta: derrota em sets diretos para a turca Zeynep Sonmez, por 6-3 e 6-2.

Mais uma vez, o saque foi determinante (negativamente). Bia venceu apenas dois dos nove jogos de serviço e cometeu sete duplas faltas. Apesar de conseguir três quebras, não teve consistência suficiente para sustentar qualquer reação.

Do top 10 mundial à 69ª posição

Os dados da temporada ajudam a dimensionar a crise. Em dez partidas disputadas no ano, Bia soma apenas uma vitória e ainda assim em fase qualificatória, contra uma jogadora sem ranking.

Em quadros principais, a brasileira acumula eliminações consecutivas na estreia. Esse cenário fez com que despencasse no ranking, chegando à 69ª posição, muito distante do auge recente, quando figurava no top 10 mundial.

Além disso, outro fator chama atenção: a ausência de treinador. Sem um técnico fixo, Bia tem enfrentado dificuldades para corrigir falhas estruturais no jogo, especialmente no serviço, fundamento que tem sido o principal “calcanhar de Aquiles” nesta fase.

Próxima parada? Portugal!

Diante desse contexto, algumas decisões começaram a ser tomadas. A primeira foi a desistência do WTA 500 de Charleston, torneio que estava inicialmente previsto no calendário da brasileira.

Em vez disso, Bia optou por reorganizar a sua agenda e focar em competições de menor porte, como o WTA 125 de Oeiras, em Portugal. A escolha indica uma tentativa clara de recuperar confiança e ritmo competitivo em um ambiente teoricamente menos exigente.

No entanto, a decisão mais significativa veio pouco depois.

Ausência na Billie Jean King Cup

A Confederação Brasileira de Tênis confirmou que Bia não fará parte da equipe que disputará o Grupo Américas I da Billie Jean King Cup, em Ibagué, na Colômbia. A própria jogadora explicou a decisão: trata-se de uma pausa estratégica para reestruturação da carreira.

Segundo Bia, o objetivo é reorganizar aspectos técnicos e mentais para voltar a competir em alto nível no futuro. A tenista também destacou o crescimento de novas jogadoras no país e demonstrou apoio à equipe, mesmo fora das quadras. Essa ausência abre espaço para uma renovação no time brasileiro.

Nova geração ganha espaço

Sem a sua principal estrela, o Brasil chega à competição com uma formação que mistura experiência e juventude. Um dos destaques é Victoria Barros, considerada uma das grandes promessas do tênis nacional.

Ela se junta a nomes como Gabriela Cé, Nauhany Silva e Luisa Stefani, formando uma equipe que representa uma nova fase para o país na competição.

O torneio reúne seleções como Argentina, Chile e Peru no mesmo grupo do Brasil, com confrontos diretos que definirão as classificações para os playoffs.

A decisão de ficar fora da Billie Jean King Cup não é comum para uma atleta do nível de Bia Haddad Maia. No entanto, pode ser vista como um movimento necessário.

O ténis profissional exige não apenas condição física e técnica, mas também estabilidade emocional, algo que claramente tem sido desafiador para a brasileira nesta temporada.

Ao optar por parar, reorganizar e ajustar a sua equipa (possivelmente com a chegada de um novo treinador), Bia demonstra maturidade e visão de longo prazo.

O que esperar a seguir?

O próximo passo confirmado no calendário da brasileira é o WTA 125 de Oeiras. Jogando no saibro europeu, Bia terá a oportunidade de reencontrar o seu melhor nível em uma superfície onde já obteve bons resultados no passado.

Mais do que vitórias imediatas, o foco deverá estar na reconstrução do jogo, especialmente do serviço, e na recuperação da confiança.

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