Pimentel abre mão de candidatura, apoia Frederico e assume articulação de Moro
A decisão do ex-prefeito de Umuarama, Hermes Pimentel, de abrir mão de uma candidatura considerada viável à Assembleia Legislativa e apoiar o empresário Sergio Frederico marca uma inflexão no tabuleiro político regional e reposiciona o Partido Liberal no Noroeste do Paraná.
A movimentação foi oficializada em Curitiba, durante ato de filiação de Frederico ao PL, ao lado do senador Sérgio Moro, que desponta como pré-candidato ao governo do Estado. No mesmo evento, Pimentel também ingressou na sigla e anunciou que não disputará o pleito de 2026.
Com forte capital político local e presença consolidada na periferia, Pimentel era apontado como um dos nomes naturais para a disputa estadual. Ao recuar, optou por concentrar forças em um único projeto, em movimento interpretado como tentativa de evitar dispersão de votos e ampliar as chances de representação da região.
Além de declarar apoio, o ex-vice-prefeito assumiu papel estratégico na engrenagem eleitoral ao anunciar que irá coordenar a campanha de Moro em Umuarama, tornando-se um dos principais articuladores do projeto do PL no município.
Segundo ele, a decisão foi tomada após avaliação do cenário político e do risco de a cidade permanecer sem representação na Assembleia Legislativa. A leitura é de que a convergência em torno de um nome competitivo pode alterar esse quadro.
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Frederico, por sua vez, passa a ser o principal expoente do grupo na disputa estadual, com o respaldo de uma liderança que possui capilaridade eleitoral e histórico de mobilização na cidade.
A articulação inclui ainda o advogado Giuliano Turetta, que se filiou ao PL como pré-candidato a deputado federal, ampliando a composição do grupo e reforçando a estratégia de construção de uma chapa competitiva na região.
Nos bastidores, o movimento é visto como uma tentativa de estruturar um palanque robusto no Noroeste, alinhado ao projeto estadual liderado por Moro. A entrada de Pimentel na coordenação local é considerada um ativo político relevante, tanto pela capacidade de articulação quanto pela influência junto ao eleitorado.
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A leitura entre lideranças é de que a decisão pode funcionar como catalisador de novas alianças e acelerar o processo de definição de candidaturas, em um cenário ainda marcado por fragmentação.
Com a reorganização do grupo, o PL busca ampliar seu protagonismo regional e transformar capital político em competitividade eleitoral, em uma disputa que deve girar, entre outros fatores, em torno da capacidade de mobilização e da construção de alianças consistentes.






