Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Após mal-estar, Bolsonaro é internado na UTI de hospital em Brasília

Foto: Redes Sociais
Após mal-estar, Bolsonaro é internado na UTI de hospital em Brasília
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 13 de março de 2026 às 15h48 - Modificado em 13 de março de 2026 às 15h52

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (13) na unidade de terapia intensiva do Hospital DF Star, em Brasília. Segundo boletim médico, ele apresenta broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

De acordo com o hospital, Bolsonaro deu entrada com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Os exames confirmaram uma infecção bacteriana nos dois pulmões, associada à entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

O boletim médico informou que o ex-presidente permanece internado na UTI. Ele recebe antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo enquanto a equipe médica acompanha a evolução do quadro.

A nota foi assinada pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Visita de Flávio Bolsonaro

Após a internação, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e conversou com jornalistas. Segundo ele, o ex-presidente está consciente e lúcido, mas apresenta sinais de debilidade.

“Ele está consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida”, afirmou o senador na saída do hospital.

Flávio também comentou o quadro pulmonar do pai. “Nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago”, disse.

Segundo o senador, o problema está relacionado aos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. Ele afirmou que o líquido aspirado pode provocar agravamento da infecção.

“Isso pode se alastrar para uma grande infecção”, declarou. “Estão brincando com a vida do meu pai”, acrescentou.

Defesa pede prisão domiciliar

O senador voltou a defender a transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. Segundo ele, a medida permitiria cuidados médicos e acompanhamento mais próximo da família.

Flávio afirmou que a mudança garantiria “cuidado permanente da família, cuidado técnico de enfermagem e um ambiente melhor”.

O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, também reforçou o pedido. Em publicação na rede social X, antigo Twitter, ele afirmou que a defesa insiste na transferência.

“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções”, escreveu.

Segundo o advogado, esses cuidados não poderiam ser plenamente garantidos em um estabelecimento prisional.

Atendimento e transferência ao hospital

Bolsonaro recebeu atendimento inicial ainda na prisão por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. O atendimento ocorreu por volta das 8h após queixas de falta de ar.

Em nota, o Samu informou que o ex-presidente apresentava “caso clínico sugestivo à pneumonia”.

Ele foi transferido ao Hospital DF Star por volta das 9h. A operação contou com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e da Polícia Militar do Distrito Federal.

Situação judicial

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

O ex-presidente chegou a cumprir prisão domiciliar, mas a medida foi revogada em novembro. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva após a violação da tornozeleira eletrônica.

No dia 5 de março, a Primeira Turma do STF formou maioria para manter o ex-presidente preso. A defesa havia solicitado novamente a transferência para prisão domiciliar por questões médicas.

No pedido, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmaram que Bolsonaro apresenta “quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais”.

Decisão do STF

O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a unidade prisional atende às necessidades médicas do ex-presidente. Segundo ele, a estrutura permite acompanhamento de saúde adequado.

O ministro também citou relatórios que apontam boa condição física e mental do ex-presidente. Moraes afirmou que Bolsonaro recebe visitas frequentes de autoridades e aliados políticos.

De acordo com o magistrado, a Papudinha dispõe de atendimento médico contínuo. O local também oferece sessões de fisioterapia, atividades físicas e assistência religiosa.

Em seu voto, Moraes destacou que a prisão atual decorre da violação das medidas impostas anteriormente. Segundo o ministro, Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar.

Com informações: Metrópoles

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