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No aniversário do Hospital Uopeccan, poetisa de Icaraíma celebra uma década de autocuidado

No aniversário do Hospital Uopeccan, poetisa de Icaraíma celebra uma década de autocuidado
Redação - OBemdito
Publicado em 5 de março de 2026 às 18h21 - Modificado em 5 de março de 2026 às 18h21

Dez anos depois de receber o diagnóstico de câncer de mama, nesta quarta-feira (4), a professora aposentada e poetisa renomada de Icaraíma, Ermelinda Araújo, voltou ao Hospital Uopeccan. O momento simboliza mais do que o encerramento de um tratamento.

É a confirmação de uma nova história construída com disciplina, fé e autocuidado. A data da confirmação da cura de Ermelinda, coincide com o aniversário de uma década do Hospital Uopeccan de Umuarama.

Depois de um check-up completo, exames clínicos e muita expectativa, os resultados confirmaram aquilo que ela vinha construindo ao longo desses anos: a cura definitiva da doença.

Para marcar esse momento, ela participou de um gesto profundamente simbólico dentro da instituição. Ermelinda tocou o Sino da Cura, uma tradição do Hospital Uopeccan que celebra pacientes que encerram sua jornada de tratamento oncológico.

A cerimônia foi simples, mas carregada de significado. Após tocar o sino, ela recebeu flores como gesto de carinho e reconhecimento por sua trajetória de superação. Mais do que uma vitória clínica, porém, a história de Ermelinda é também uma narrativa sobre autoconhecimento e amor próprio.

Diagnóstico

Quando recebeu o diagnóstico, ela compreendeu que o tratamento exigiria disciplina e tempo. Sabia que teria pela frente uma década de acompanhamento médico e decidiu transformar esse período em uma oportunidade de reconstrução.

“Eu sabia que precisava passar dez anos tomando os remédios e fazendo os acompanhamentos. Então resolvi aproveitar esse tempo para cuidar de mim”, conta. Ermelinda agradeceu a dedicação, atenção e todo o cuidado que recebeu dos profissionais do Hospital Uopeccan de Umuarama, especialmente ao Dr. Caio e a Dra. Isabelle, oncologistas que acompanharam grande parte de seu tratamento. “Sempre gentis, sempre educados, sem pressa para explicar e sempre prontos a ouvir e ajudar”, destacou.

O que poderia ser apenas um período de vigilância médica tornou-se, para ela, um verdadeiro projeto de vida. Durante esses anos, Ermelinda investiu intensamente no cuidado com o próprio corpo e com a própria mente.

Realizou a reconstrução da mama, passou por cirurgia plástica abdominal, implante dentário e blefaroplastia. Paralelamente, adotou hábitos que fortaleceram sua saúde: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e atenção constante ao bem-estar emocional.

Cada decisão representou uma forma de reafirmar algo que sempre acreditou — o valor da própria vida.
Aos 78 anos, Ermelinda transmite uma vitalidade que chama atenção. Fala com entusiasmo sobre o futuro e demonstra a serenidade de quem decidiu assumir o protagonismo da própria história.

“Tocar esse sino hoje significou muito para mim. É a prova de que todo o cuidado que tive comigo mesma valeu a pena”, diz.

Foto e vídeo: Assessoria

Sentimentos traduzidos em palavras

Poetisa consagrada em Icaraíma, ela sempre encontrou na escrita uma forma de traduzir sentimentos e reflexões sobre a vida. Curiosamente, anos antes de enfrentar a doença, já havia escrito versos que hoje parecem resumir perfeitamente sua caminhada.

Versos que falam de valor, coragem e propósito — exatamente os mesmos elementos que marcaram sua trajetória.

“Você tem valor.
Agora, hoje e amanhã
Nasceu para ser feliz,
É movido pelo amor.
Filho do Pai Eterno
Jesus Cristo Nosso Senhor
Não se sinta diminuído
Nem nas lutas um vencido
É gente que tem valor,
Nasceu para ser vencedor.”
— Da obra “Você tem valor”, publicada em 2005.

(Informações: Assessoria)

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