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Exército Brasileiro indica 1ª mulher ao posto de general na história da Força

Exército Brasileiro indica 1ª mulher ao posto de general na história da Força
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Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 17h54 - Modificado em 27 de fevereiro de 2026 às 09h17

O Exército Brasileiro indicou, pela primeira vez em sua história, uma mulher para promoção ao generalato. A escolhida foi a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos.

O Alto-Comando do Exército definiu a indicação em votação secreta realizada na última quarta-feira, 24 de fevereiro. Além dela, outros oficiais também foram indicados à promoção.

Agora, os nomes seguem para apreciação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para que a oficial se torne a primeira mulher general do Exército, o chefe do Executivo precisa confirmar a promoção por decreto.

Tradicionalmente, o presidente acolhe as indicações feitas pelo Alto-Comando. Portanto, a expectativa é que a decisão siga o rito habitual.

Marco histórico no Exército

O posto de general é a patente mais alta da Força. Além disso, integra o círculo de Oficiais-Generais, responsável pelo comando de grandes unidades e pelo planejamento estratégico.

Generais comandam brigadas, divisões e exércitos. No Brasil, a carreira exige cerca de 35 anos de serviço até alcançar o topo da hierarquia.

Por isso, a indicação de uma mulher ao generalato é considerada um marco histórico. Além disso, simboliza a ampliação gradual da presença feminina nas Forças Armadas.

Trajetória na área de saúde

Natural de Recife, Cláudia Gusmão é médica pediatra. Ela ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 e construiu a carreira na área de saúde militar.

Ao longo da trajetória, dirigiu o Hospital de Guarnição de Natal. Também comandou o Hospital Militar da Área de Campo Grande.

Além disso, atuou como chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar. Posteriormente, chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste.

Formada em Medicina pela Universidade de Pernambuco, é casada e mãe de duas filhas. Assim, alia carreira militar e trajetória familiar.

Ampliação da presença feminina

Nas últimas décadas, o Exército ampliou gradualmente a presença feminina em seus quadros. Além disso, mulheres passaram a ocupar funções técnicas e de comando.

A eventual confirmação da promoção representará um passo simbólico e institucional. Portanto, a decisão final do presidente consolidará um momento inédito na história da Força.

Com informações: Metrópoles

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