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Operação Armeiro prende três PMs e cumpre 19 mandados em Maringá e Mandaguaçu

Operação Armeiro prende três PMs e cumpre 19 mandados em Maringá e Mandaguaçu
Foto: MPPR
Operação Armeiro prende três PMs e cumpre 19 mandados em Maringá e Mandaguaçu
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 08h59 - Modificado em 25 de fevereiro de 2026 às 12h41

A Operação Armeiro prendeu preventivamente três policiais militares e cumpriu 19 mandados judiciais na manhã desta quarta-feira (25), nas cidades de Maringá e Mandaguaçu. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e oito mandados de busca pessoal. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual e tiveram como alvos três policiais militares lotados em Maringá — todos presos preventivamente — além de três pessoas físicas e duas pessoas jurídicas.

As investigações apuram a prática dos crimes de promoção a organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, entre outros delitos, com possível envolvimento de agentes de segurança pública. A operação contou com o apoio do 4º Batalhão de Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná, que atuaram conjuntamente desde o início das apurações.

De acordo com o Ministério Público, as investigações começaram em março de 2025, após o Gaeco receber informações sobre a possível prática de crimes envolvendo militares, civis e empresas. Com o avanço das diligências, foram reunidas evidências de que um dos policiais atuava como braço armado de uma organização criminosa, sendo responsável pelo repasse de informações sigilosas, cobranças violentas, intimidações, fornecimento de armas de fogo — inclusive fuzis — e assassinatos por encomenda.

Ainda conforme apurado, os três policiais utilizavam as funções públicas para negociar com traficantes, manipular ocorrências, forjar flagrantes e desviar drogas apreendidas, de forma estruturada e reiterada. O esquema também envolveria agressões físicas contra abordados, falsidade ideológica, destruição de vestígios e fraudes processuais qualificadas.

Segundo o MP, o nome Operação Armeiro faz referência à atuação de um dos investigados, apontado como responsável por fornecer armas de fogo à organização criminosa, que seriam utilizadas principalmente para fortalecer o tráfico de drogas.

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