Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Jovem nega assédio após caso Pico Paraná e relata frustração apesar de preservativos; ‘broxante’

Jovem nega assédio após caso Pico Paraná e relata frustração apesar de preservativos; ‘broxante’
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 12h53 - Modificado em 2 de fevereiro de 2026 às 13h02

A jovem Thayane Smith, de 19 anos, usou as redes sociais para apresentar sua versão sobre a trilha realizada no Pico Paraná, no litoral do estado, que terminou com o desaparecimento temporário de Roberto Farias Thomaz, conhecido como Betinho, durante a virada do ano de 2025 para 2026. Segundo ela, parte do que foi divulgado pelo colega após o episódio não corresponde integralmente aos fatos ocorridos na montanha.

De acordo com o relato, Thayane conheceu Roberto em 29 de novembro, no centro de Curitiba, e se encontrou com ele duas vezes antes de decidirem pela trilha. Ela afirmou que buscava isolamento no Ano Novo e convidou Roberto por acreditar que ele tinha experiência em segurança e treinamento no Corpo de Bombeiros, o que lhe transmitiria maior confiança.

Ainda no início da caminhada, porém, a jovem disse ter se frustrado com atitudes do companheiro. Entre os pontos citados estão o uso frequente de palavrões e a falta de iniciativa durante o percurso. Thayane afirmou que criou expectativas em relação à postura de Roberto, mas que, ao longo da trilha, não se sentiu segura.

“Eu comecei a trilha com a esperança de ter alguém que passasse segurança, mas durante o processo percebi que não me sentia amparada”, afirmou em vídeo publicado em sua conta no Instagram.

Roberto, em entrevistas concedidas posteriormente a podcasts, afirmou que teria sido xingado por Thayane durante a trilha. Ela reconheceu que elevou o tom apenas durante a noite, quando queria dormir e disse ter pedido para que ele parasse de falar.

A jovem também negou que tenha sido vítima de assédio. Segundo Thayane, Roberto respeitou os limites estabelecidos, embora tenha relatado um episódio de contato físico durante a madrugada, que, de acordo com ela, foi interrompido após sua manifestação contrária. Thayane afirmou ainda que levou consigo um pacote com oito preservativos, pois considerava a possibilidade de um envolvimento, mas disse que perdeu o interesse logo no início da trilha.

A versão apresentada por Thayane também aborda o momento crítico da descida. Ela relatou que Roberto começou a passar mal por volta das 4h da manhã, quando o grupo já havia iniciado o retorno. Além dos dois, havia outros três trilheiros. Segundo a jovem, ela chegou a retornar para verificar a condição do companheiro e acionou os demais para ajudar.

Em determinado momento, Thayane seguiu à frente para acompanhar o nascer do sol no pico e afirmou ter permanecido no local por algum tempo. Na descida, disse ter pedido para caminhar à frente de Roberto, que seguia em ritmo mais lento, e acabou chegando sozinha ao acampamento por volta das 7h30. Ela afirmou que esperou até as 9h, sem encontrá-lo.

Por volta das 9h30, após a chegada dos outros integrantes do grupo, o Corpo de Bombeiros foi acionado. Thayane relatou que, após horas de buscas e sem condições físicas adequadas, decidiu retornar à base da trilha.

“Eu não abandonei o Roberto. Se tivesse abandonado, teria ido embora sem avisar ninguém”, afirmou. Segundo ela, a decisão de sair foi motivada pela avaliação de que não tinha condições de continuar nas buscas sem água e alimento.

Roberto apareceu dias depois, e o caso passou a ser analisado pelas autoridades, que avaliam se houve omissão de socorro. As investigações seguem em andamento.

(Com informações da Banda B e imagens de rede social)

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