Cadela fica paraplégica após atropelamento e cachorro é queimado com óleo quente em Iporã
Uma cachorra ficou paraplégica após ser atropelada sem que o condutor prestasse socorro, em um dos casos recentes atendidos pela Associação de Proteção Animal de Iporã (Apai). Segundo a entidade, outra situação também envolveu um cachorro que sofreu queimaduras graves provocadas por óleo quente.
De acordo com Inara Gouveia, representantante da Apai, a cachorra foi atropelada no domingo (18), por volta das 11h. O animal sofreu fratura na coluna e, conforme o relato, não houve identificação do responsável nem prestação de socorro no local.
A Apai informou que tentou obter imagens de câmeras de segurança nas proximidades, porém não conseguiu registros do atropelamento. Uma testemunha chegou a relatar ter visto algo à distância, mas sem informações concretas.
A cachorra foi socorrida por um médico veterinário, porém, devido à gravidade da lesão e à falta de estrutura local para esse tipo de atendimento, foi encaminhada para uma clínica veterinária em Umuarama, onde passou por cirurgia. Segundo a entidade, o animal está fora de risco, mas ficou paraplégico e deverá utilizar uma cadeira de rodas para se locomover, além de necessitar de cuidados permanentes, como estímulos para funções fisiológicas.
Ainda conforme a Apai, a cachorra aparentava ser bem cuidada e a entidade tentou localizar o tutor por meio das redes sociais, mas ninguém se apresentou. O caso passou a ser tratado como abandono.

Outro caso
Além desse episódio, a associação também atendeu outro caso considerado grave. Um cachorro foi encontrado com queimaduras extensas provocadas por óleo queimado de motor. O animal foi encaminhado para atendimento veterinário, onde recebeu medicação e passou por avaliação médica.
Segundo o diagnóstico inicial, as queimaduras atingiram grande parte do corpo, com lesões profundas na pele. O cachorro permaneceu internado, com quadro considerado delicado, e seguiu sob cuidados veterinários intensivos.

Questionada sobre ocorrências recentes, a Polícia Militar (PM) informou que o único registro formal de maus-tratos a animais em Iporã foi feito no dia 21 de janeiro, no Centro da cidade. Conforme o boletim, uma denúncia anônima relatou o atropelamento de um cachorro ocorrido no dia anterior, sem que o responsável tivesse prestado a devida assistência.
No local, a equipe policial confirmou o fato e conversou com uma moradora da residência, que informou que comunicaria o tutor do animal, um homem de 45 anos, sobre a obrigação de prestar socorro e providenciar o tratamento do animal.
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