Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Motoristas enfrentam espera média de uma hora na balsa do rio Piquiri

Foto: Vagner Delaporte/OBemdito
Motoristas enfrentam espera média de uma hora na balsa do rio Piquiri
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 11h53 - Modificado em 9 de janeiro de 2026 às 14h57

Motoristas que utilizam a BR-272 continuam enfrentando demora para atravessar o rio Piquiri, entre Francisco Alves e Terra Roxa. Nesta sexta-feira, 9, a espera mínima variou entre uma hora e uma hora e meia. O cenário marcou o segundo dia de operação da balsa, implantada após a interdição da ponte no trecho.

A reportagem do O Bemdito acompanhou a travessia durante a manhã desta sexta-feira. No local, foi possível constatar a formação de filas constantes nos dois sentidos. Ainda assim, o volume de veículos foi menor do que o registrado na quinta-feira, 8, primeiro dia de funcionamento do sistema.

Na quinta-feira, diversos motoristas relataram esperas superiores a quatro horas. Por isso, a expectativa para o segundo dia era de redução no tempo de travessia. De fato, houve melhora, embora a demora ainda seja considerada elevada por quem utiliza a rodovia.

Desde as primeiras horas do dia, condutores se concentraram nos acessos à balsa. Assim, mesmo com uma organização mais eficiente, a capacidade limitada da embarcação manteve o fluxo lento. Além disso, o movimento se intensificou nos horários de maior circulação.

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Tempo de espera

Segundo relatos de usuários, o tempo de espera segue como o principal problema. Muitos motoristas apontaram atrasos em compromissos e desgaste físico durante a fila. Portanto, a travessia continua exigindo paciência e planejamento prévio.

A perspectiva é de que as filas continuem nos próximos dias. No entanto, a expectativa é de espera menor em relação ao primeiro dia de operação. A situação só deve ser normalizada com a entrada da segunda balsa, prevista para iniciar as atividades em cerca de 30 dias.

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Optando pelo desvio

Devido às filas e à demora para a travessia com a balsa, muitos condutores estão optando por seguir viagem pelo desvio que passa por Palotina. Apesar do aumento do percurso, vários motoristas alegam que o tempo de viagem está menor do que se fossem passar pelo Rio Piquiri.

Uma boa notícia é que foi liberado o tráfego pelo novo contorno viário de Palotina. Dessa forma, os condutores não precisam mais passar pelo centro da cidade, o que encurtou o percurso em quase 10 quilômetros. Antes, a viagem ficava quase 58 quilômetros mais longa passando pelo desvio. Agora, essa distância caiu para 48,1 quilômetros.

Caráter provisório

A operação da balsa tem caráter provisório. A solução foi adotada enquanto a ponte sobre o Rio Piquiri permanece totalmente interditada. No local, o Dnit executa serviços de recuperação estrutural.

Segundo o departamento, a prioridade é garantir segurança aos usuários da BR-272. Por isso, a travessia por balsa se apresenta como alternativa segura e controlada. Além disso, o serviço reduz transtornos logísticos.

A ponte segue fechada para veículos por tempo indeterminado. O Dnit não informou prazo para liberação total da estrutura. No entanto, as obras de recuperação seguem em andamento.

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