Nova erosão surge às margens da PR-323, próximo ao viaduto de acesso a Mariluz
Mais uma erosão voltou a preocupar motoristas que trafegam pela PR-323, na região de Umuarama, após as chuvas torrenciais registradas nos últimos dias. O problema surgiu em um trecho estratégico da rodovia estadual, que já enfrenta histórico recente de intervenções e acidentes.
Anteriormente, uma erosão havia sido registrada no perímetro urbano, em frente à loja Havan. Após intervenção do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, a obra está em fase final. O local, contudo, segue sinalizado. Dessa forma, o tráfego ocorre com atenção redobrada.

Novo ponto de erosão na PR-323
Entretanto, um novo ponto de erosão passou a gerar apreensão entre os condutores. O problema apareceu nas margens da PR-323 logo após o viaduto de acesso a Mariluz. O trecho fica entre o viaduto e a Estrada São Tomé, no sentido Perobal a Umuarama.
No local, um grande buraco se abriu no talude ao lado da pista. Apesar disso, a erosão ainda não atingiu o pavimento. Mesmo assim, motoristas relatam insegurança ao passar pelo trecho, sobretudo em dias de chuva intensa.

O que diz o DER
A reportagem entrou em contato com o DER, que se manifestou por meio de nota oficial. Segundo o órgão, “foi identificado ponto de erosão no talude de aterro da PR-323 após o final da duplicação, próximo ao viaduto de acesso para Mariluz”.
Ainda conforme o DER, “a canaleta de concreto responsável pela drenagem das águas da pista está danificada no local, resultando na erosão”. Por enquanto, não há danos diretos no pavimento. Mesmo assim, o trecho segue sob monitoramento constante.
Além disso, o departamento informou que avalia quais providências serão adotadas para solucionar o problema. Portanto, não há prazo definido para o início das obras corretivas.
Trecho no sentido a Lovat
Paralelamente, a equipe do OBemdito esteve em outro trecho da PR-323, no sentido ao distrito de Lovat. A visita ocorreu próximo ao local de um acidente registrado em meados de novembro, que resultou na morte de duas mulheres.
No ponto do acidente, a situação da via segue crítica. Há muitos buracos espalhados pela pista. Inclusive, o trecho onde ocorreu a colisão permanece sem reparos visíveis.
Segundo a Polícia Rodoviária, a dinâmica do acidente na época, esteve relacionada à falta de manutenção da via. Conforme o relato oficial, a motorista tentou desviar de um buraco. Em seguida, acabou acessando a faixa contrária, o que provocou o impacto fatal.

Os riscos não permite espera
Diante da sucessão de problemas, a situação da PR-323 exige respostas imediatas. Embora a rodovia esteja incluída no pacote de concessões que prevê praças de pedágio e investimentos a partir do primeiro trimestre de 2026, os riscos atuais não permitem espera.
Enquanto a erosão próxima ao viaduto de Mariluz avança e buracos seguem sem reparos em outros trechos, motoristas continuam expostos a perigos diários. Portanto, a expectativa por melhorias futuras não substitui a necessidade de ações urgentes no presente, sobretudo para evitar novos acidentes e garantir segurança mínima a quem depende da rodovia.





