Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e pede reação firme da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação militar como “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e pede reação firme da ONU
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 10h33 - Modificado em 3 de janeiro de 2026 às 10h34

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou na manhã deste sábado (03) os ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Em manifestação divulgada nas redes sociais, Lula classificou a ação como uma violação grave do direito internacional e cobrou uma resposta contundente da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o presidente brasileiro, os bombardeios e a prisão do chefe de Estado venezuelano ultrapassam limites inaceitáveis nas relações internacionais. “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou.

Lula alertou ainda que o uso da força contra países soberanos ameaça a estabilidade global. Para ele, ataques dessa natureza contribuem para um cenário de violência e instabilidade, no qual prevalece “a lei do mais forte” em detrimento do multilateralismo e das normas internacionais.

O presidente ressaltou que a posição do Brasil é coerente com sua postura em outros conflitos recentes ao redor do mundo, reforçando a condenação ao uso da força como instrumento político. Segundo Lula, a ação remete a períodos históricos marcados pela interferência externa na América Latina e no Caribe, colocando em risco a preservação da região como uma zona de paz.

“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, afirmou. Lula destacou que o Brasil condena as ações militares e reiterou que o país permanece à disposição para contribuir com soluções baseadas no diálogo, na cooperação e na mediação diplomática.

(Com informações da Agência Brasil)

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