Pesquisadores da Universidade de Pavia, na Itália, descobriram que a fofoca pode ter efeitos positivos inesperados. Em estudo publicado na revista Psychoneuroendocrinology, jovens que conversaram sobre outras pessoas em ambiente de confiança apresentaram aumento nos níveis de oxitocina, hormônio ligado à sensação de bem-estar e à criação de laços sociais.
Segundo os autores, embora o cortisol — associado ao estresse — tenha diminuído após qualquer tipo de conversa, foi durante a fofoca que a liberação de oxitocina se mostrou mais intensa. A constatação reforça que esse hábito, tão antigo quanto a vida em grupo, desempenha papel relevante nas relações humanas.
A fofoca é a transmissão de informações sobre terceiros que não estão presentes. Nem sempre ela tem caráter negativo: pode se restringir a comentar sobre uma promoção no trabalho ou a vida pessoal de uma celebridade.
Especialistas destacam que a atenção a esse tipo de informação tem raízes evolutivas. Entre nossos ancestrais, acompanhar a conduta de outras pessoas era questão de sobrevivência, permitindo prever riscos, identificar aliados e evitar traições.
Ainda hoje, a fofoca funciona como mecanismo de orientação social. No trabalho, relatos sobre o comportamento de colegas e chefes ajudam a antecipar reações e a ajustar condutas. No convívio social, saber quem se relaciona com quem pode direcionar escolhas e evitar conflitos.
Apesar dos benefícios apontados pela pesquisa, a fofoca pode ultrapassar o limite e causar danos. Informações distorcidas, insinuações ou boatos têm potencial de comprometer reputações, afetar famílias e até abalar a saúde mental de indivíduos.
Casos de figuras públicas que tiveram suas vidas pessoais expostas em excesso ou de trabalhadores prejudicados por rumores infundados exemplificam o lado negativo do hábito.
Interromper uma fofoca exige postura firme. Psicólogos sugerem algumas estratégias:
– Mudar de assunto de forma natural;
– Responder com silêncio, deixando o fofoqueiro sem reação;
– Questionar a veracidade com frases como “Você tem certeza disso?”.
Uma técnica para deixar de lado o hábito de falar de tudo e de todos como forma de fofoca é o “triplo filtro de Sócrates”: antes de compartilhar qualquer informação, pergunte-se se ela é verdadeira, útil e gentil. Caso a resposta seja negativa em algum dos pontos, o ideal é não prosseguir.
Há, no entanto, o que estudiosos chamam de “fofoca positiva”: comentários que ressaltam conquistas ou qualidades de alguém. Dizer que um colega conseguiu uma promoção ou que um vizinho foi solidário em determinada situação são exemplos de conversas que podem fortalecer vínculos e gerar apoio social.
O estudo italiano reforça que a fofoca pode, sim, aproximar pessoas e até aliviar o estresse. No entanto, o uso inadequado desse mecanismo social pode transformar uma conversa inofensiva em instrumento de destruição. A diferença está no conteúdo e na intenção de quem fala.
Em resumo, fofocar é humano. Mas decidir o que merece ser contado é uma escolha que define se o hábito será uma ponte de aproximação ou uma barreira que fere e isola.
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