A febre dos picadinhos: feiras de Umuarama têm bastante opção de verduras, legumes e frutas - Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Solução prática: hortaliças já higienizadas, picadas e acondicionadas em bandejas vêm ganhando cada vez mais espaço entre os consumidores, que encontram no formato uma solução simples para manter uma rotina alimentar equilibrada.
Nas feiras de Umuarama a prática está bastante difundida. Em várias bancas, os clientes encontram frutas, verduras e legumes prontinhos para ir direto ao fogão [em receitas de refogados] ou ao prato [saladas], atendendo assim aqueles que têm pouco tempo disponível para preparar as refeições.
A busca por uma alimentação mais saudável aliada à praticidade do dia a dia tem impulsionado essa nova forma de apresentação dos produtos colocados à venda. Isso mostra que os feirantes estão atentos a esse novo comportamento do público e estão inovando.
É o que alega a empresária Elizabete Lima, a Bete, uma das primeiras a apostar na ideia. Feirante há vinte anos, ela é um dos exemplos de quem enxergou na mudança um caminho para crescer. “A feira precisa acompanhar o cliente; quem não se atualiza acaba ficando para trás”, avalia.
A banca da Bete chama atenção pela diversidade: são mais de 25 opções entre frutas, verduras e legumes, todos limpos, cortados e embalados com cuidado.
O trabalho, que exige organização e rigor com a higiene, vem dando retorno. “É um processo maior do que vender o produto in natura, mas o valor agregado compensa; o cliente reconhece o serviço”, afirma.
Os números confirmam o sucesso da iniciativa. Por semana, Elizabete vende cerca de uma tonelada de hortaliças picadas, distribuídas entre as feiras de quarta, sexta e domingo. Além disso, o casal trabalha com delivery e encomendas. “Tudo o que picar vende”, comemora.
Conforme Bete, a feira deixou de ser apenas um ponto de venda e passou a funcionar como um negócio estruturado. “Hoje o feirante precisa pensar como empresário, cuidar da apresentação, da logística e do atendimento”, opina.
Animada com os resultados das hortaliças picadinhas e com a aceitação do público, ela já projeta novos investimentos. O plano para o próximo ano é ampliar a cozinha, aumentar a produção dos picadinhos e diversificar ainda mais o mix de produtos.
“Hoje as pessoas querem soluções; elas fazem as contas e veem que compensa… Sempre acreditei que a feira é um espaço vivo, de oportunidades. Dessa forma, quem trabalha com dedicação e inovação colhe os frutos”, arremata.
Praticidade, saúde e qualidade são os principais fatores que definem o novo consumidor das feiras livres. Em meio à rotina corrida, esse público busca alimentos naturais que economizem tempo no preparo. Porém, sem abrir mão do frescor e da procedência. Produtos já higienizados e picados atendem exatamente a essa demanda.
Outro aspecto importante é a valorização do serviço agregado, como o caso das hortaliças que o casal comercializa. O consumidor entende que pagar um pouco mais por alimentos prontos para uso significa ganhar tempo, reduzir desperdícios e manter uma boa alimentação.
Além disso, cresce a preferência por comprar de pequenos produtores e feirantes locais, fortalecendo a economia da cidade e criando vínculos de confiança. A feira deixa de ser apenas um espaço de compra e se consolida como um ambiente de experiências, onde inovação, proximidade e empreendedorismo caminham juntos.
== Para encomendar – whatsapp da Bete: 44 9 8800-3030.
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